Crescimento económico atinge 4,6% no II Trimestre

dolar2020O PIB real cresceu, em termos anuais, em 4,6% no II trimestre de 2022, impulsionado pela progressiva retoma da actividade económica, em face do alívio das medidas restritivas, num contexto de melhoria dos preços das commodities e da procura externa. Estes factores, aliados à execução de projectos energéticos estruturantes no país e à retoma do apoio directo ao orçamento do Estado, justificam a manutenção das perspectivas de crescimento do PIB no curto prazo, indica um estudo do Banco de Moçambique sobre sobre a Conjutura Económica Perspectivas de Inflação publicado, recentemente na sua página de internet.

Em relação à inflação anual, o estudo refere que prevalecem as perspectivas de aceleração no curto prazo, a reflectir, essencialmente, o ajustamento dos preços de bens administrados e o aumento dos preços de produtos alimentares, num cenário ainda marcado por elevadas incertezas quanto aos efeitos do prolongamento do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

A expansão da actividade económica, que se situou 50pb acima do observado no I trimestre, é explicada pelo contínuo alívio das medidas restritivas, que tem possibilitado a retoma dos sectores de actividade e a melhoria da procura interna, num contexto em que os preços das commodities de exportação se mantiveram favoráveis e se observou uma melhoria da procura externa, evidenciada, sobretudo, pelo desempenho alcançado pela indústria extractiva.

Em termos de componentes da procura agregada, destaca-se: i) Amelhoria da procura externa, impulsionada pelo aumento do preço das commodities e o consequente aumento das exportações e redução do défice da conta corrente no II trimestre de 2022.

Em relação à economia internacional, o estudo revela que para 2022 e 2023, mantêm-se as perspectivas de abrandamento do crescimento económico mundial, com ênfase para as economias avançadas e emergentes, devido (i) ao prolongamento do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, (ii) ao refreamento do crescimento da China em face dos recentes lockdowns impostos para controlar a COVID-19 e (iii) às condições monetárias mais restritivas, que visam conter as crescentes presses inflacionárias.

No II trimestre de 2022, a actividade económica manteve a tendência de refreamento na maior parte dos principais parceiros comerciais do país. Nas economias avançadas, destaca-se os Estados Unidos da América (EUA), onde o crescimento do produto interno bruto (PIB) continua a abrandar, devido ao efeito combinado da redução da despesa pública e sucessivos agravamentos da taxa de juro de política monetária.

Nas economias emergentes, realçam-se a China e a África do Sul, que registaram uma significativa desaceleração do crescimento do PIB, explicada, sobretudo, pelos lockdowns e pela crise energética, respectivamente.

Banco de Moçambique aumenta para 17,25% a Taxa de Juro de Política Monetária

bmedificio2020O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu aumentar a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, de 15,25% para 17,25%. A medida visa assegurar o retorno da inflação para um dígito, no médio prazo, num contexto em que se perspectiva a manutenção da volatilidade dos preços dos produtos energéticos e alimentares a nível internacional, em face do prolongamento do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, com potencial para desencadear uma espiral de aumento sustentado de preços a nível doméstico.

Segundo o comunicado do Banco de Moçambique, as perspectivas de inflação apontam para um contínuo aumento, no curto prazo, e uma desaceleração, no médio prazo. Em Agosto, a inflação anual acelerou para 12,1%, após 11,8% em Julho, a reflectir, essencialmente, o aumento dos preços dos bens administrados, com destaque para os transportes semi-colectivos urbanos, pese embora a inflação subjacente se tenha mantido estável. Para o médio prazo, antevê-se o retorno da inflação para um dígito, a reflectir os efeitos dos aumentos da taxa MIMO e a contínua estabilidade do Metical, num contexto de incertezas quanto ao comportamento dos preços dos produtos energéticos e alimentares no mercado internacional.

Os riscos e incertezas associados às projecções de inflação continuam elevados. A nível interno, prevalecem as incertezas em relação ao ajustamento dos preços dos bens administrados e o seu impacto sobre os preços de outros bens e serviços. A nível externo, mantêm-se as incertezas em relação à magnitude e persistência dos efeitos do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

Mantêm-se as previsões de recuperação económica em 2022 e 2023, não obstante as perspectivas de abrandamento da procura externa. Estas previsões são sustentadas pela execução dos projectos energéticos em Inhambane e na bacia do Rovuma e pelo início da exportação do gás liquefeito, num contexto de implementação do programa com o Fundo Monetário Internacional e de retoma da ajuda externa de parceiros de cooperação.

A dívida pública interna aumentou. O endividamento público interno, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situa-se em 263,1 mil milhões de meticais, o que representa um aumento de 44,3 mil milhões em relação a Dezembro de 2021.

O CPMO continuará a monitorar a evolução dos riscos e incertezas associadas às projecções da inflação, e não hesitará em tomar as medidas correctivas necessárias.

A próxima reunião ordinária do CPMO está marcada para o dia 30 de Novembro de 2022.

AMB assina contrato de Formação com a IFC

ifc.jpgA Associação Moçambicana de Bancos (AMB) assinou, hoje (29/09/2022), um contrato de prestação de serviços de formação com a International Finance Corporation (IFC), uma organização internacional do Grupo Banco Mundial, com sede nos Estados Unidos da América.

Segundo a Kátia Gonçalves, representante residente da IFC em Moçambique, a IFC irá fornecer capacitação e facilitar a partilha de conhecimentos e a transferência de competências aos membros da AMB para apoiar na melhoria e expansão dos produtos e serviços bancários em áreas como as Pequenas e Mádias Empresas (PME) e agro-finanças, serviços financeiros digitais, finanças comerciais, e gestão de risco financeiro e áreas afins.

A parceria faz parte da abordagem ao desenvolvimento liderada pelo sector privado da IFC, através da criação de empregos e do apoio à inclusão financeira em Moçambique.

Por seu turno, o Presidente da Direção da AMB, Teotónio Comiche, disse que a assinatura do contrato de parceria com a IFC constitui um novo marco importante no sistema bancário nacional, num contexto onde a capacitação e especialização do capital humano tornaram-se imprescindíveis dado o elevado nível de desenvolvimento tecnológico e digital, a necessidade de maior rigor na análise de riscos, e, no desenvolvimento de soluções financeiras sofisticadas e inovadoras, que acompanhem a tendência dos mercados financeiros e que, consequentemente, contribuam com eficácia para alavancagem da economia.

Acrescentou ainda que esta colaboração centra-se em três pilares relevantes, nomeadamente, formação de colaboradores dos bancos filiados na AMB em diversas áreas identificadas como prioritárias, assistência técnica e partilha de experiências internacionais das congéneres da AMB em países que o IFC opera, sobre o modo de funcionamento da Associação e mcriação dum canal de divulgação de pesquisas internacionais sobre Economia & Finanças, com impactos significativos no sistema bancário nacional.

Normas e procedimentos cambiais

cambio.jpgO Banco de Moçambique alerta, nos termos da Lei n.º 11/2009, de 11 de Março - Lei Cambial e da legislação cambial complementar em vigor, para a observância das normas e procedimentos concernentes à entrada e saída física de notas e moedas, nacionais e estrangeiras, em território nacional.

Para mais informações, leia o documento anexo Normas e Procedimentos Cambiais.

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