Aumenta a Inclusão Financeira em Moçambique

meticalsoberanoEm 2021, o sistema financeiro moçambicano contou com 37 instituições de crédito, contra 40 registadas em 2020, das quais 16 bancos, 12 microbancos, uma sociedade de investimentos (contra uma, em 2020), cinco cooperativas de crédito (contra sete, em 2020) e três Instituições de Moeda Electrónica (IME), indica o Relatório do Banco de Moçambique (BM) sobre a Inclusão Financeira.

Igualmente, segundo o documento, em 2021 o país contou com um total de nove sociedades financeiras, das quais uma sociedade emitente ou gestora de cartões de crédito (contra duas, em 2020) e oito casas de câmbio (contra dez, em 2020). Contou, ainda, com 1.598 operadores de 6 microfinanças (contra 1.124, em 2020), dos quais 12 organizações de poupança e empréstimo e 1.586 operadores de microcrédito. Por fim, um total de 33 instituições na categoria “outras instituições financeiras”, das quais 19 seguradoras e 14 operadores de bolsa.

No concernente à bancarização da economia, medida em termos de número de contas bancárias por 1.000 adultos, em 2021 registou-se 315 contas bancárias por cada 1000 adultos, contra 314, em 2020. Registou-se, igualmente, um incremento no número de contas bancárias, ao passar de 5.116.741, em 2020, para 5.293.240, em 2021, representando um crescimento de 3,4%.

Em termos de expansão das contas em moeda electrónica, o BM indica que em 2021, o país passou a contar com cerca de 67,2% da sua população adulta com uma conta em moeda electrónica aberta junto das IME, contra 66,4% em 2020.

Os dados apresentados pelo BM enquadram-se na Estratégia nacional de Inclusão Financeira (ENIF) 2016 – 2022 e apresenta a evolução dos níveis de inclusão financeira no país até finais de 2021.

Para ler o relatório, clique aqui.

Covid-19 e a guerra Rússia – Ucrânia impactam na inflação em Moçambique

meticalmoeda“Moçambique não pode ficar imune aos acontecimentos globais, sobretudo da Covid-19 e da Guerra Rússia – Ucrânia”

Esta é a constatação do Standard Bank, apresentada no Briefing Económico realizado no passado dia 5 de Maio, na cidade de Maputo.

Segundo Fáusio Mussá, Economista-Chefe do Standard Bank, a inflação mundial, e no país em particular, resulta essencialmente do choque do lado da oferta, causada pela pandemia da Covid-19

No final de 2021 ao nível das economias mais avançadas havia uma tendência de aceleração da inflação e agravou-se com a situação da guerra na Ucrânia aumentando-se os preços dos commodities, sobretudo dos produtos energéticos, como petróleo e gás natural, mas também de importantes produtos alimentares.

Em resposta a esses choques, bancos centrais a nível do mundo têm revisto em altas taxas de juros para conter a procura agregada, dado que existe menor elasticidade oferta no curto prazo.

Para Fáusio Mussá, é preciso reduzir a procura a nível global. Nestes termos, a questão que colocada pelo economista-chefe é: será que a redução da procura a nível mundial induzida pelo aumento de taxas de juros irá levar a economia mundial para uma recessão?

Moçambique sendo um país importador de combustíveis e alimentos, tem, naturalmente, sofrido com a volatilidade destes bens no mercado internacional, com impacto no nível geral de preços.

Ao nível doméstico, no início do ano, previa-se uma inflação em torno de 6 % em 2022. Porém, em Março foi revista para 7,6 %, e em Maio foi actaulizada para 9,4 %.

Para controlar a inflação, o Banco de Moçambique tem mantido uma política monetária restritiva, aumentando as taxas de juros de referência.

Campanha de valorização da moeda nacional: Banco de Moçambique inaugura Praça do Metical

bmlichinga.jpgPara valorizar a moeda nacional o Metical e reforçar a beleza da Cidade de Lichinga num gesto de responsabilidade social, o Governador do Banco de Moçambique (GBM), Rogério Zandamela e o Presidente do Conselho Autárquico de Lichinga, Luís Jumo, procederam, no dia 4 de Maio de 2022, a inauguração da Praça do Metical naquela autarquia.

Segundo uma nota de imprensa do BM, a construção desta praça enquadra-se num conjunto de iniciativas que o Banco de Moçambique tem vindo a desenvolver, por forma a contribuir para a valorização do Metical, símbolo da conquista dos moçambicanos, história e identidade nacional que se pretende que seja cada vez mais valorizado e conservado.

O local onde foi erguida a Praça do Metical era um jardim infantil, facto que sensibilizou o banco a incluir espaços de lazer para a pequenada.

Para o BM, com o projecto das Praças do Metical espera-se que traga resultados positivos no domínio da literacia financeira, uma das grandes apostas do Banco Central, particularmente no domínio da sua responsabilidade social sendo que os munícipes da cidade de Lichinga têm a responsabilidade de conservação e preservação deste valioso património local.

Trata-se dum presente às crianças da Cidade de Lichinga para a sua recreação, segundo o edil da Cidade, Luís Jumo, pelo que endereçou palavras de gratidão ao Banco Central pelo seu contributo, através desta iniciativa, no resgate da beleza da cidade de Lichinga.

Trata-se da quarta Praça do Metical a ser erguida pelo BM, depois de Inhambane, Chimoio e Beira, num projecto que irá abranger todas cidades capitais do país.

Prime Rate do Mês de maio aumenta para 19,10%

primeratemaio22.jpgNo quadro da implementação do Acordo sobre o Indexante Único do Sistema Bancário Moçambicano, a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) comunica o Indexante Único, o Prémio de Custo e a Prime Rate a vigorar no mês de Maio de 2022 subiu de 18,60% para 19,10%.

A Prime Rate do Sistema Financeiro Moçambicano é a taxa única de referência para as operações de crédito de taxa de juro variável e resulta da soma do Indexante Único e do Prémio de Custo. Esta taxa aplica-se às operações de crédito contratualizadas (novas, renovações e renegociações) entre as instituições de crédito e sociedades financeiras e os seus clientes, acrescida de uma margem (spread) que será adicionada ou subtraída à Prime Rate, mediante a análise de risco de cada categoria de crédito ou operação em concreto.

O Acordo sobre o Indexante Único do Sistema Bancário Moçambicano visa promover uma maior transparência no processo de fixação das taxas de juro variáveis no mercado e melhorar o mecanismo de transmissão da política monetária.

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