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BM reduz Taxa de Juro de Política Monetária em 100 pontos base para 10,25%

bmnovoedificioO Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique (BM) decidiu, no dia 17 de Junho de 2020, reduzir a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 100 pontos base (pb), para 10,25%. A decisão foi suportada por uma nova revisão em baixa das perspectivas de inflação para o médio prazo, num cenário em que se prevê uma procura agregada mais contraída em 2020 e retoma branda em 2021, reflectindo as restrições na actividade económica associadas aos desafios impostos pela COVID-19 tanto a nível doméstico como internacional.

O CPMO decidiu, igualmente, reduzir as taxas da Facilidade Permanente de Depósitos (FPD) e da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) em 100 pb, para 7,25% e 13,25%, respectivamente, e manter os coeficientes de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda nacional e em moeda estrangeira em 11,50% e 34,50%, respectivamente. Adicionalmente, o órgão deliberou eliminar as restrições ao acesso à janela da FPC introduzidas em Outubro de 2016.

As perspectivas de médio prazo apontam para uma inflação baixa. Em Maio, a inflação anual de Moçambique desacelerou para 3,02%, após 3,32% no mês precedente. O BM prevê que até ao fim do ano de 2020 e de 2021 a inflação se mantenha baixa, na banda de um dígito, devido: (i) à maior contracção da procura interna e antecipação de sua lenta recuperação; (ii) ao efeito da isenção do IVA; (iii) à redução de preços de alguns bens e serviços básicos; e (iv) à expectativa de menor volatilidade cambial no médio prazo. Esta previsão está em linha com as expectativas dos agentes económicos inquiridos em Maio de 2020, que apontam para uma inflação estável no curto prazo e abaixo de 5,0% para finais de 2020 e 2021.

Espera-se maior contracção da actividade económica até ao final de 2020, seguida por uma retoma branda em 2021. A nível interno, as restrições impostas no âmbito da prevenção da COVID-19 e a instabilidade militar, sobretudo na zona norte do país, poderão afectar severamente o desempenho económico em 2020, num contexto em que a procura externa para os produtos nacionais está cada vez mais baixa. Para 2021, espera-se uma retoma suave do crescimento, assente na normalização gradual da pandemia. No primeiro trimestre de 2020, a economia cresceu 1,7%, após 1,5% no último trimestre de 2019.

O mercado dispõe de divisas suficientes para apoiar a actividade económica no curto e médio prazos. Desde Abril último, o sistema bancário nacional comprou divisas no mercado doméstico no valor de USD 1.096 milhões e vendeu aos seus clientes um total de USD 1.022 milhões, o que resultou num excedente de USD 74 milhões. A taxa de câmbio continuou a registar uma depreciação no período, embora a ritmos cada vez menores nas últimas semanas. No mesmo período, as reservas internacionais do BM aumentaram em USD 321 milhões para um saldo de USD 4 mil milhões, cifra que permite cobrir mais de 6 meses de importações.

No mercado monetário interbancário, a liquidez mantém-se em níveis elevados. O sistema bancário apresenta liquidez em moeda nacional em torno de 50 mil milhões de Meticais, aplicada em instrumentos de curto prazo. Este montante representa uma redução de cerca de 20 mil milhões em relação ao valor apurado na última sessão do CPMO, como resultado de maior compra de divisas e da aplicação em títulos do Tesouro por parte dos bancos comerciais.

Mantêm-se as perspectivas de elevada pressão sobre as contas públicas. As medidas de mitigação da COVID-19 poderão afectar o perfil das contas públicas, mas espera-se que parte significativa da pressão seja minimizada pelos apoios dos parceiros de cooperação. Entretanto, desde a última sessão do CPMO, a dívida pública interna, excluindo contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, diminuiu de 163.670 milhões para 160.135 milhões de Meticais.

Para o horizonte de curto a médio prazo, agravam-se os riscos e incertezas na economia doméstica. Desde o último CPMO, os riscos e incertezas agravaram-se significativamente, com destaque para a instabilidade militar na zona norte do país, e a magnitude do impacto da COVID-19. O prolongamento desta situação poderá afectar o perfil dos indicadores económico-financeiros e determinar a adopção, pelo CPMO, de medidas correctivas. A próxima reunião ordinária do órgão está agendada para o dia 20 de Agosto de 2020.

Segundo a Fitch: Dívida pública de Moçambique vai subir para 112,8% este ano

metical262018A agência de notação financeira Fitch Ratings estimou, no dia 14 de Junho corrente, que a dívida pública de Moçambique vai subir para 112,8% este ano devido aos efeitos da pandemia de covid-19, que abrandará o crescimento económico para 1%.

“O rating de Moçambique reflecte o aperto nas condições de liquidez, altos níveis de dívida e questões pendentes sobre as empresas públicas que podem afetar o perfil de crédito”, diz a Fitch Ratings num relatório sobre a evolução das economias da África subsaariana nos últimos meses.

De acordo com o relatório a que a Lusa teve acesso, a dívida pública de Moçambique subirá de 99,2% em 2019 para 112,8% este ano e 108,9% em 2021, essencialmente devido à evolução da pandemia causada pelo novo coronavírus, que reduzirá o crescimento económico, de 2,2% em 2019 para 1% este ano e 3,5% em 2021.

“A economia de Moçambique já estava a mostrar sinais de recuperação dos significativos danos feitos às colheitas e a outros sectores, no seguimento dos dois ciclones que atingiram o país em 2019″, mas a pandemia abrandou a rapidez da recuperação, consideram.

“Os grandes projectos do gás natural estão em preparação, mas pode haver mais atrasos por causa da actividade terrorista, e os benefícios para a economia só vão sentir-se nunca antes do final desta década”, alertam os analistas da Fitch Ratings, referindo-se aos ataques armados que se têm registado na região de Cabo Delgado.

O défice orçamental de Moçambique deverá passar de 6 para 8% do PIB este ano “devido ao crescimento mais fraco e ao aumento da despesa pública para responder às crises económica e de saúde”, diz a Fitch, notando que as autoridades esperam colmatar a diferença entre a receita e a despesa “com financiamento de emergência e suspensão do serviço da dívida por parte dos credores oficiais”.

A pandemia de covid-19 causou em Moçambique, até o dia 14 de Junho corrente, mais de 580 infectados e três mortos.

Fitch prevê descer ratings e recessão de 2,1% na África subsaariana

fitchratingsA agência de notação financeira Fitch Ratings disse, no dia 14 de Junho corrente, que os riscos negativos de revisão dos ratings dos países da África subsaariana continuam, prevendo uma recessão de 2,1%, em média, a primeira em décadas.

“A pandemia do novo coronavírus e o choque do preço do petróleo desencadearam um impacto severo nos países soberanos da África subsaariana que analisamos, levando, desde Março, a uma descida do rating de sete dos 19 países a que atribuímos opinião sobre a qualidade do crédito”, diz a Fitch Ratings num relatório citado pela agência de informação portuguesa, Lusa, sobre a evolução destas economias nos últimos meses.

“Quatro países soberanos na região têm Perspectiva de Evolução Negativa, o que é particularmente alto, demonstrando os contínuos riscos de degradação dos ratings, enquanto quatro países soberanos têm a classificação de CCC (em Incumprimento Financeiro), e apenas um tem uma Perspectiva de Evolução Positiva, a Costa do Marfim”, acrescenta-se no documento, enviado aos investidores, e a que a Lusa teve acesso.

No relatório sobre a evolução dos ratings dos países da África subsaariana, a Fitch prevê um crescimento económico negativo de 2,1%, em média, este ano, antecipando uma recuperação de 4% em 2021, um valor “que é ligeiramente acima da média de crescimento”.

O choque da descida de preço das matérias-primas, nomeadamente o petróleo, “teve um impacto forte na região através das ligações financeiras e comerciais, e as medidas de contenção interna, com muitos países a imporem restrições de movimentos e recolher obrigatório, causaram uma perturbação severa na actividade económica de muitos países”.

Na análise, a Fitch alerta que os países africanos exportadores de petróleo, como Nigéria e Angola, foram “particularmente afectados”, não só devido à forte dependência directa de financiamento através desta matéria-prima, mas também pela forte ligação do sector não petrolífero à evolução do sector do petróleo.

“Países com uma concentração de receitas no turismo, como Cabo Verde ou as ilhas Seicheles, também foram fortemente afetacdos”, aponta a Fitch.

A queda das receitas e o aumento da despesa pública no sector da saúde “vai levar a um aumento dos défices orçamentais e dos níveis da dívida pública este ano”, alertam, notando que esta tendência vai manter-se pelo menos até ao próximo ano.

“Apesar de as condições dos mercados financeiros terem atingido uma relativa estabilização, para a maioria dos países a dívida vai continuar a aumentar em 2021 e o acesso a financiamento comercial continua limitado nos mercados internacionais, o que aumenta o risco de haver desafios de liquidez”, alertam os analistas da Fitch.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) disponibilizou linhas de financiamento específicas para combater a covid-19, a que 12 dos 19 países analisados pela Fitch acederam, “mas há mais países que deverão concordar com os programas tradicionais de ajuda do FMI para acederem a financiamento multilateral e bilateral”, acrescenta-se no texto.

Sobre a Iniciativa para a Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI), proposta pelo G20 em abril, a Fitch diz que como a sua análise se refere apenas à capacidade de pagamento dos países emissores aos credores privados, “a participação dos países não constitui um “default”.

No entanto, concluem, “apesar de uma moratória mais abrangente do setor privado poder ser qualificada como um “default”, isto não parece suficientemente provável para afectar os ratings” dos países.

O relatório da Fitch surge numa altura em que a Comissão Económica para África das Nações Unidas tem estado em reuniões com os ministros das finanças africanos, na sequência da discussão pública que tem existido nos mercados financeiros africanos sobre como os governos podem honrar os compromissos e, ao mesmo tempo, investir na despesa necessária para conter a pandemia de covid-19.

A assunção do problema da dívida pública como uma questão central para os governos africanos ficou bem espelhada na preocupação que o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial dedicaram a esta questão durante os encontros anuais, que decorrem em abril em Washington, nos quais disponibilizaram fundos e acordaram uma moratória no pagamento das dívidas dos países mais vulneráveis a estas instituições.

A 15 de abril, também o G20 (grupo das 20 nações mais industrializadas) acertou uma suspensão de 20 mil milhões de dólares, cerca de 18,2 milhões de euros, em dívida bilateral para os países mais pobres, muitos dos quais africanos, até final do ano, desafiando os credores privados a juntarem-se à iniciativa.

Além disso, a UNECA, entre outras instituições, está a desenhar um plano que visa trocar a dívida soberana dos países por novos títulos concessionais que possam evitar que as verbas necessárias para combater a covid-19 sejam usadas para pagar aos credores.

Este mecanismo financeiro seria garantido por um banco multilateral com rating de triplo A, o mais elevado, ou por um banco central, que converteria a dívida atual em títulos com maturidade mais alargada, beneficiando de cinco anos de isenção de pagamentos e cupões (pagamentos de juros) mais baixos, segundo a UNECA.

Os credores privados também já avançaram com um plano que permite diferir os pagamentos da dívida sem influenciar os ratings atribuídos pelas agências de notação financeira, mas o receio de que a falta de pagamento possa cortar o acesso aos mercados internacionais tem levado a que sejam poucos os países a anunciar uma reestruturação da dívida a credores privados.

COVID-19: Banco Mundial estima recessão de 5,2% na economia mundial em 2020

bmcovid19O Banco Mundial (BM) prevê uma recessão mundial de 5,2% em 2020, a mais profunda em oito décadas, "apesar das políticas sem precedentes" de mitigação do impacto da COVID-19, segundo as Perspetivas Económicas Mundiais divulgadas no dia 8 de Junho do ano em curso.

“Esta seria a recessão mundial mais profunda desde a II Guerra Mundial, e quase três vezes tão acentuada como a recessão global de 2009″, caso as projeções se confirmem, pode ler-se no documento, citado pela Lusa, que aponta para uma queda de quase 8% num cenário mais adverso, e superior a 3% num mais otimista.

Para além da recessão de 5,2% prevista para a economia mundial, a instituição presidida por David Malpass prevê quebras de 7,0% no agregado das economias avançadas, entre as quais a zona euro (-9,1%), os Estados Unidos (-6,1%) e o Japão (-6,1%).

Para 2021, o banco projeta uma recuperação de 4,2% na economia mundial, com as economias avançadas a crescerem 3,9%, entre as quais a zona euro (4,5%), os Estados Unidos (4,0%) e o Japão (2,5%).

Os números do Fundo Monetário Internacional, divulgados no início de abril, apontavam para uma quebra menor, de 3% da economia mundial, em 2020, arrastada por uma contração de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.

No relatório citado pela nossa fonte, o Banco Mundial aponta que a pandemia “deve arrastar uma maioria de países para uma recessão este ano, com a produção ‘per capita’ a contrair na maior proporção de países desde 1870″.

“É projetado que as economias avançadas encolham 7% em 2020, dado que as abrangentes medidas de distanciamento social, o encolhimento agudo das condições financeiras e o colapso da procura externa deprimiram a atividade”, segundo o Banco Mundial.

A instituição sediada em Washington assinala também que “assumindo que o surto permanece sob controlo e a atividade recupera mais tarde este ano, é projetado que a China abrande para 1% em 2020 – de longe, o crescimento mais baixo que registou em mais de quatro décadas”.

O cenário base do Banco Mundial “assume que a pandemia retrocede de tal forma que as medidas de mitigação doméstica podem ser levantadas a meio do ano, que as repercussões adversas globais abrandam na segunda metade do ano, e que as deslocações nos mercados financeiros não são duradouras”.

“A recessão mundial seria mais profunda se o controlo da pandemia demorar mais tempo do que o esperado, ou se o ‘stress’ financeiro espoletasse falências ‘em cascata’. A pandemia revela a necessidade urgente para ações de política de saúde e económica – incluindo cooperação mundial – para amortecer as suas consequências, proteger as populações vulneráveis e melhorar a capacidade dos países para prevenir e lidar com eventos semelhantes no futuro”, pode ler-se no documento hoje conhecido.

De acordo com o Banco Mundial, o comércio mundial deverá “cair mais em 2020 do que aconteceu na crise financeira mundial, em parte devido às disrupções que a pandemia de COVID-19 causou às viagens internacionais e às cadeias de valor globais”.

“O investimento, que é mais cíclico e mais sensível ao comércio que outras categorias de gastos, declinou a nível mundial, à medida que as empresas encontram problemas de financiamento e atrasos nas expansões”, segundo o BM, que destaca que as exportadoras “tendem a ser particularmente ativas no mercado de crédito”, sendo por isso mais afetadas quando aumenta o custo do crédito.

O BM assinala inclusive que “as disrupções nos mercados de crédito tiveram um papel importante na contração do comércio mundial na crise financeira mundial e na fraqueza subsequente da sua retoma”, alertando que “este padrão está em risco de ser repetido”.

“A quebra de atividade acentuada na primeira metade do ano deverá contribuir para uma contração do comércio global de cerca de 13,4% em 2020″, assumindo a instituição financeira que a recuperação deverá começar na segunda metade do ano, à medida que “são levantados controlos, as viagens retornam a níveis mais típicos, e os fabricantes renovam o inventário”.

No entanto, a retoma deverá ser “historicamente fraca, refletindo o caráter excecional da atual crise, bem como a duração temporal que levará a recuperação da confiança, para substituir empresas falidas, e para estabelecer ambientes de trabalho e entretenimento ‘virus-safe’ [sem vírus]”.

Como maiores riscos, o Banco Mundial alerta para uma recuperação mais lenta, alastramento da crise económica ao mundo financeiro, disrupções relacionadas com os baixos preços das matérias-primas.

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