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Inflação acumulada no ano continua a menos de 1 dígito

metical24082020A taxa da inflação nacional acumulada no ano atingiu 0.77% no mês de Setembro, resultado de uma variação de 0.32% no mesmo mês, segundo dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Estes indicadores são resultados de taxas de inflação acumuladas de 0.85% na cidade de Maputo, 0.13% na cidade da Beira e de 1.08% na cidade de Nampula até ao final do mês de Setembro. Para estes agregados contribuíram as seguintes variações percentuais no mês de Setembro: 0.22% na cidade de Maputo, 0.83% na cidade da Beira e 0.16% na cidade de Nampula.

A inflação de 0.22% verificada na cidade de Maputo no mês de Setembro foi resultado de uma contribuição de 0.14 pontos percentuais na Classe Restaurantes, Hotéis e Cafés; 0.10 pontos percentuais na Classe Produtos Alimentares e Bebidas não Alcoólicas; 0.01 pontos percentuais na Classe Vestuário e Calçado e de 0.01 pontos percentuais na Classe Mobiliário, Artigos de Decoração, Equipamento Doméstico e Manutenção Corrente da Habitação. Na mesma cidade, os bens e serviços com maior contribuição na inflação do mesmo mês foram: refeições completas em restaurantes (cujo preço médio aumentou 0.14%); carapaus, frescos, refrigerados ou congelados (cujo preço médio aumentou 0.06%); batata reno fresca (cujo preço médio aumentou 0.04%) e feijão manteiga em grão seco (cujo preço médio aumentou 0.03%).

A inflação de 0.83% verificada na cidade de Beira no mês de Setembro foi resultado de uma contribuição de 0.68 pontos percentuais na Classe Produtos Alimentares e Bebidas não Alcoólicas; 0.09 pontos percentuais na Classe Mobiliário, Artigos de Decoração, Equipamento Doméstico e Manutenção Corrente da Habitação e de 0.07 pontos percentuais na Classe Transportes. Na mesma cidade, os bens e serviços com maior contribuição na inflação do mesmo mês foram: peixe fresco refrigerado ou congelado (cujo preço médio aumentou 0.59%); carapaus, frescos, refrigerados ou congelados (cujo preço médio aumentou 0.08%); cadeiras (cujo preço médio aumentou 0.07%); arroz grão (cujo preço médio aumentou 0.06%); amendoim – casca e miolo (cujo preço médio aumentou 0.05%); veículos automóveis ligeiros em segunda mão (cujo preço médio aumentou 0.05%) e tomate (cujo preço médio diminuiu -0.11%).

A inflação de 0.16% verificada na cidade de Nampula no mês de Setembro foi resultado de uma contribuição de 0.15 pontos percentuais na Classe Transportes; 0.09 pontos percentuais na Classe Mobiliário, Artigos de Decoração, Equipamento Doméstico e Manutenção Corrente da Habitação e de -0.08 pontos percentuais na Classe Produtos Alimentares e Bebidas não Alcoólicas. Na mesma cidade, os bens e serviços com maior contribuição na inflação do mesmo mês foram: motorizadas (cujo preço médio aumentou 0.15%); coco (cujo preço médio aumentou 0.06%); peixe fresco, refrigerado ou congelado (cujo preço médio aumentou 0.05%); cebola (cujo preço médio diminuiu -0.10%) e peixe seco – excepto bacalhau (cujo preço médio diminuiu -0.08%).

Os dados publicados pelo INE revelam que durante o presente ano, entre as três capitais regionais do país, a cidade de Nampula foi a capital onde os preços mais aumentaram (1.08% até ao final do mês de Setembro), seguida por Maputo com 0.85% de inflação acumulada e Beira com 0.13% de inflação acumulada.

Comparativamente às outras capitais provinciais do país, até ao final do mês de Setembro, Xai-Xai registou 3.53% de inflação acumulada, Inhambane registou 0.05% de inflação acumulada, Chimoio registou 0.81% de inflação acumulada,Tete registou -1.44% de inflação acumulada,Quelimane registou 2.43% de inflação acumulada e Lichinga registou 2.54% de inflação acumulada. Em termos globais, os dados mostram que de forma acumulada durante o presente ano, os preços médios que medem a variação no custo de vida do consumidor aumentaram mais na cidade de Xai-Xai (3.53%), verificaram redução na cidade de Tete (-1.44%) e tecnicamente não sofreram variação na cidade de Inhambane (0.05%).

Banco de Moçambique mantem Taxa de Juro de Política Monetária em 10,25%

zandamela2720.jpgO Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 10,25%. A decisão é justificada pelo agravamento dos riscos e incertezas, num contexto em que as perspectivas de médio prazo apontam para uma tendência de aumento de preços em 2021 e, numa situação em que a actividade económica se encontra reprimida, o que requer o concurso de outras decisões de política económica.

O CPMO decidiu, igualmente, manter as taxas da Facilidade Permanente de Depósito (FPD) e da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) em 7,25% e 13,25%, respectivamente, e manter os coeficientes de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda nacional e estrangeira em 11,50% e 34,50%, respectivamente.

As previsões continuam a indicar aceleração da inflação para o curto e médio prazo. A inflação anual de Moçambique acelerou de 2,75% em Agosto para 2,98% em Setembro. Para 2021, perspectiva-se um incremento de preços domésticos devido ao término da vigência das medidas de contenção de preços decretadas pelo Governo para além dos efeitos dos choques de oferta. Ainda assim, em face da fraca procura por bens e serviços, prevê-se que a inflação permaneça na banda de um dígito, em linha com as expectativas dos agentes económicos inquiridos em Outubro de 2020.

Mantêm-se as perspectivas de contracção da actividade económica para 2020 e de uma retoma lenta em 2021. Após a contração da actividade económica esperada para 2020, devido ao impacto da COVID-19 a nível doméstico, espera-se ainda uma retoma gradual do crescimento em 2021, impulsionada pelas actividades referentes à implantação dos projectos de exploração do gás na bacia do Rovuma, num contexto em que o desempenho dos sectores orientados para a exportação poderá continuar limitado pela fraca recuperação da economia mundial.

O mercado cambial doméstico continua com níveis adequados de divisas.  Ao longo do ano, o sistema bancário comprou divisas no mercado cambial doméstico no valor de USD 3.980 milhões, contra vendas de USD 3.928 milhões. Adicionalmente, registou-se uma constituição de reservas internacionais brutas, elevando o seu saldo para USD 3.912 milhões, o que permite cobrir acima de 6 meses de importações de bens e serviços. Ainda assim, o Metical continua a depreciar a ritmos moderados, reflectindo entre outros factores, os riscos e incertezas prevalecentes na economia doméstica.

Aumenta a pressão sobre as finanças públicas. Em face do acréscimo das necessidades financeiras para a mitigação dos impactos negativos da COVID-19 e para a cobertura de despesas relacionadas com a instabilidade militar nas zonas norte e centro do país, o Governo submeteu recentemente à Assembleia da República um orçamento rectificativo que prevê um agravamento do défice público. Perspectiva-se um crescente recurso ao financiamento interno do défice, tendo em conta que os parceiros de cooperação também se debatem com problemas internos impostos pela pandemia. Desde a última sessão do CPMO, a dívida pública interna, excluindo contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, aumentou de 162.424 milhões para 174.638 milhões de meticais.

Para o curto e médio prazo, agravou-se a avaliação dos riscos e incertezas. Desde o último CPMO, os riscos e incertezas aumentaram, realçando-se, na conjuntura externa, os relativos à eclosão da segunda vaga da COVID-19e às incertezas relacionadas com as eleições presidenciais nos Estados Unidos da América. A nível doméstico, aumentaram as preocupações relativas à propagação da pandemia e o seu impacto na economia, os efeitos da intensificação da instabilidade militar nas zonas centro e norte, bem como a probabilidade de ocorrência de choques climáticos.

A mitigação dos riscos prevalecentes e a promoção de um crescimento sustentável requerem o aprofundamento de medidas estruturais. Em face dos limites dos efeitos da política monetária, perante a situação económica actual e suas perspectivas para o curto e médio prazo, o CPMO considera crucial o concurso de outras políticas económicas e o reforço de reformas estruturais que incluam, para além da consolidação fiscal, o fortalecimento das instituições, visando a melhoria do ambiente de negócios, a atracção de investimentos e a criação de empregos, de modo a garantir a promoção do crescimento económico sustentável e inclusivo.

A próxima reunião ordinária do CPMO está agendada para o dia 16 de Dezembro de 2020.

Lançada auscultação pública sobre o projecto de criação de Fundo Soberano em Moçambique

meticalsoberanoApós vários meses de preparação de uma proposta técnica para a criação de um Fundo Soberano em Moçambique, o Banco de Moçambique (BM) iniciou, no dia 12 de Outubro corrente, o processo de auscultação pública para recolher contribuições que visam enriquecer a proposta técnica, antes da sua submissão às entidades competentes.

A referida auscultação que visa, igualmente, conferir maior transparência, participação e inclusão ao processo de criação do Fundo Soberano, compreende duas modalidades. A primeira consiste na disponibilização da versão preliminar da proposta técnica de criação do Fundo Soberano na página web do BM (www.bancomoc.mz) para contribuições, devendo ser canalizadas para o endereço electrónico Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. .

O segundo momento será a realização de seminários/webinars e reuniões bilaterais envolvendo todos os stakeholders relevantes, nomeadamente, instituições públicas, órgãos de soberania, organizações da sociedade civil, parceiros de cooperação internacional e o público em geral, para recolha de contribuições.

O debate sobre a criação do Fundo Soberano em Moçambique iniciou em 2019 e surge em antecipação à era de exploração do gás prevista para 2022, um projecto que irá impulsionar o desenvolvimento da economia nacional. Para o efeito, vários segmentos da sociedade moçambicana entre economistas, académicos e políticos defendem que a criação de um Fundo Soberano pode ser uma mais-valia, para a dinamização da economia, olhando para a função que pode desempenhar na sua estabilização e estruturação.

Durante as XI Jornadas Científicas realizadas a 21 de Junho de 2019, o Banco de Moçambique discutiu o tema sobre “Fundos Soberanos em Moçambique: Oportunidades e Desafios”. Na ocasião, foram divulgados três trabalhos de investigação científica, nomeadamente, “Fundos Soberanos em Moçambique - Modelo de Gestão Sustentável das Receitas de Gás Natural”; “O Papel dos Fundos Soberanos na Gestão das Políticas Macroeconómicas: Ilações para Moçambique”; e “Fundos Soberanos como um Instrumento de Gestão Macroeconómica em Moçambique.”

Os painelistas assim como participantes foram unânimes sobre a criação do Fundo Soberano, sendo o desafio a escolha do modelo a seguir. Por exemplo, para o economista moçambicano Magala, vice-Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, a criação dum Fundo Soberano, como instrumento para acumulação e partilha da riqueza gerada através do gás para as gerações presentes e futuras, é a melhor aposta que se conhece de momento na tentativa de se determinar a proporção de rendimentos que deve ser investido para assegurar uma sustentabilidade fiscal e económica a longo termo contra o que deve consumir imediatamente após a obtenção dos rendimentos.

Um Fundo Soberano também é acarinhado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi que foi de visita à Noruega acompanhado por homens de negócios para buscar experiências com este país detentor do maior Fundo Soberano do Mundo, com reservas estimadas em mais de 1.3 triliões de dólares, aliado ao facto de estar igualmente a ser controlado por um comité de ética.

Em antecipação ao debate hora, publicamente, lançado pelo BM, o Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane apelou, a 2 de Abril do ano em curso, na Assembleia da República, para que haja um consenso em torno da criação do Fundo Soberano a ser alimentado por receitas dos recursos naturais, visando a construção de infraestruturais essenciais ao desenvolvimento do país.

Transações compensadas num esquema de pagamento de base imediata: Associação de Bancos da SADC assina memorando com a Vodacom

vodacomsdcA Associação Bancária da Comunidade dos Países da África Austral (SADC) assinou, em Outubro corrente com o Grupo Vodacom um memorando de entendimento que permitirá a esta operadora móvel aderir ao esquema de pagamento Transações Compensadas em Base Imediata da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (TCIB).  

O esquema de pagamento TCIB foi desenvolvido em cooperação com instituições financeiras interessadas pela Associação Bancária da SADC e é apoiado pelo Comité de Supervisão do Sistema de Pagamentos da SADC, do Comité de Governadores de Bancos Centrais da África Austral. Tem como objetivo avançar a integração regional de pagamentos no continente africano. 

A Associação de Bancos da SADC entende que a colaboração com a Vodacom também pode contribuir muito para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, que visa reduzir os custos de transação médios globais. 

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