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Associação Brasileira de Bancos Realiza II Congresso de Inovação em Serviços Financeiros

brasilcityA Associação Brasileira de Bancos (ABBC) realiza o II Congresso de Inovação em Serviços Financeiros (CISF) nos dias 10, 11, 12 e 13 de Agosto de 2020 no horário 17:00 – 18:00h (horário local).

Devido ao actual contexto da Pandemia do Covid-19 que afecta o Brasil e demais países no mundo, o Congresso será realizado à distância na forma de transmissões em directo (lives), realizadas à partir da sede da ABBC na cidade de São Paulo, com os interessados a poderem participar no evento de forma remota.

O Congresso irá abordar a temática geral da “Inovação em Serviços Financeiros” com especial destaque para o funcionamento dos Mercados Financeiros no período pós Covid-19. Aspectos como a reinvenção do ambiente de negócios no pós Covid-19, o papel do openbanking em períodos de pandemia, inclusão financeira e ambientes digitais de negócios também serão abordados no evento.

As inscrições para participação no congresso são gratuitas e poderão ser realizadas através do website da ABBC (www.abbc.org.br).

A ABBC é uma das maiores entidades representativas do Sistema Financeiro Brasileiro formada por 90 instituições, entre bancos e outra instituições financeiras e representa os seus associados junto ao órgãos reguladores brasileiros, assim como à sociedade em geral. A ABBC também actua para fomentar a livre concorrência entre as instituições financeiras brasileiras.

Aumenta Inclusão Financeira em Moçambique

dadosinclufinanceiraA Inclusão Financeira em Moçambique aumentou de 40% em 2014 para 54% em 2019 devido a expansão massiva de dinheiro móvel que atingiu 3 milhões de utilizadores em 2019.

Segundo o relatório de FinScope publicado no final do mês de Julho último, o dinheiro móvel e o seguro impulsionaram a Inclusão financeira formal. O Sector Bancário registou um aumento de cerca de 190.000 adultos desde 2014 para cerca de 3 milhões em 2019.

O relatório aponta que continuam como desafios para o acesso aos serviços bancários o tempo para alcançar os pontos de acesso, fraca literacia financeira e falta de documentação para abrir uma conta.

Refira-se que no quadro das medidas implementadas que visam a promoção da Inclusão Financeira, o Governo aprovou em 2016 a Estratégia Nacional de Inclusão Financeira 2016-2022 no quadro da Estratégia para o Desenvolvimento do Sector Financeiro, que estabelece metas a alcançar até 2022.

Até 2022, o Governo pretende que 60% da população adulta tenha acesso físico ou eletrónico a serviços financeiros prestados por uma instituição financeira formal, 100% dos distritos tenham, pelo menos um ponto de acesso aos serviços financeiros formais e 75% da população tenha um ponto de acesso aos serviços financeiros a menos de 5 km do local de residência ou trabalho.

Banco de Moçambique anuncia datas para Realização das Sessões do Comité de Política Monetária para os anos 2020 e 2021

bmedificio2020O Banco de Moçambique anunciou, recentemente, as datas para realização das sessões dos Comités de Política Monetária (CPMO) para os anos 2020 e 2021, bem como as datas e horários para a publicação dos comunicados das respectivas sessões.

Entende-se que esta comunicação por parte da Autoridade Reguladora esteja dentro do seu quadro institucional de sinalizar aos agentes económicos uma postura de maior transparência em relação às medidas tomadas com respeito à condução da Política Monetária no país.

A Política Monetária consiste na determinação da “liquidez” (oferta de moeda) do sistema económico, exercida através do controle da quantidade de moeda em circulação na economia, por meio da variação das taxas de juro e do acesso ao crédito bancário. A Política Monetária visa, essencialmente, criar um equilíbrio na oferta de moeda da economia, por forma a atingir os objectivos traçados pelas autoridades governamentais em relação ao crescimento económico (taxa de crescimento do PIB) e variação de preços (taxa de inflação).

Assim, de acordo com o comunicado do Banco de Moçambique, as próximas sessões dos Comités de Política Monetária de 2020 e 2021 serão realizadas nas seguintes datas:

Sessão n.º 4/2020  (20 de Agosto) 

Sessão n.º 5/2020  (21 de Outubro)

Sessão n.º 6/2020  (11 de Dezembro)

Sessão n.º 1/2021  (27 de Janeiro) 

Sessão n.º 2/2021  (17 de Março)

Sessão n.º 3/2021  (19 de Maio)

Sessão n.º 4/2021  (21 de Julho) 

Sessão n.º 5/2021  (15 de Setembro)

Sessão n.º 6/2021  (24 de Novembro)

Portanto, havendo mudanças na condução da Política Monetária do país durante o segundo semestre de 2020 e durante todo o ano e 2021, é de se esperar que estas mudanças sejam tornadas públicas nas datas de realização dos Comités de Política Monetária anteriormente indicadas.

Recorde-se que no último Comité de Política Monetária realizado em 17 de Junho do corrente ano, o Banco de Moçambique anunciou a redução da Taxa de Juro de Política Monetária (Taxa MIMO) em 1 ponto percentual, de 11.25% para 10.25%. Na mesma data, foram anunciadas reduções na Taxa de Facilidade Permanente de Depósitos (TFPD) e na Taxa de Facilidade Permanente de Cedência (TFPC), sendo que as Taxas de Reservas Obrigatórias (TRO) em moeda nacional e em moeda estrangeira foram mantidas constantes.

No Comité de Política Monetária realizado em 17 de Junho de 2020, o Banco de Moçambique anunciou a redução em 1 ponto percentual na Taxa de Facilidade Permanente de Depósitos (redução de 8.25% para 7.25%) e redução em 1 ponto percentual na Taxa de Facilidade Permanente de Cedência (redução de 14.25% para 13.25%).

As Taxas de Reservas Obrigatórias em moeda nacional e em moeda estrangeira foram mantidas constantes em 11.50% e 34.50%, respectivamente.

Dado ao actual cenário de inflação acumulada inferior a 1% no final do primeiro semestre do ano, fica aberta a possibilidade do Comité de Política Monetária continuar com a postura de redução nas taxas de juro na sua próxima sessão agendada para o dia 20 de Agosto. 

BM e FMI prevêem recuperação económica em 2021

cidademaputo30O administrador do Banco de Moçambique, Jamal Omar e o representante residente do FMI em Moçambique Ari Aisen, defendem que a economia nacional poderá registar uma recuperação no próximo ano caso a pandemia da COVID-19 seja controlada no país ainda este ano.

Este facto é sustentado porque neste momento alguns parceiros comerciais do país já estão a registar alguma estabilidade, relativamente ao controlo à pandemia da COVID-19. Ambos prevêem que a inflação continue controlada em 2020 e só registe um aumento em 2021.

O representante residente do FMI em Moçambique, Ari Aisen, prevê um crescimento de 1,4 % da economia, este ano, explicando que a agricultura, apesar dos efeitos negativos da COVID-19, poderá registar um bom crescimento, que pela sua relevância, por sustentar quase 25 % da economia nacional, poderá ajudar o país a alcançar o Produto Interno Bruto (PIB) previsto pela instituição financeira internacional. Outro factor que justifica a posição do FMI é a previsão de crescimento dos sectores de água e energia, com a previsão de chuvas maiores neste ano em relação ao ano passado.

Por sua vez, o administrador do Banco de Moçambique diz que um crescimento positivo será muito difícil porque os principais parceiros comerciais de Moçambique estão a ser, fortemente, afectados pela pandemia, facto que vai prejudicar alguns sectores importantes da economia, por exemplo, o turismo, a restauração e alojamento.

Entretanto, o FMI alerta para o aumento dos investimentos no Sector da Saúde para Moçambique conseguir controlar a COVID-19, atendendo que o país tem um dos sistemas de saúde mais precários tanto ao nível da região da África Subsaariana, como no mundo.

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