AMB melhor Associação empresarial de 2017


Premiocta20171A Associação Moçambicana de Bancos (AMB) foi distinguida pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) como a melhor Associação Empresarial de 2017 pelo seu empenho e organização na concretização da sua missão de promoção e prática de actos que contribuem para o progresso técnico, económico e social da actividade bancária moçambicana e segurança do consumidor.

A distinção teve lugar no dia 12 de Março de 2018, durante o jantar da XV Conferência Anual do Sector Privado (CASP)

Durante a XV Conferência Anual do Sector Privado, a CTA e seus parceiros assumiram compromissos tendentes à melhoria do ambiente de negócios em Moçambique. O primeiro e o mais importante compromisso, foi assumido com o Governo, através da assinatura de um Memorando de Entendimento sobre a Matriz de Prioridades de Reformas para 2018. Foi a primeira vez que no actual modelo do Diálogo Público-Privado, o Memorando sobre a Matriz de Reformas é assinado na CASP diante do Chefe de Estado.

Durante os debates da XV CASP, os empresários propuseram a criação de fundo de garantia financeira pelo facto das Pequenas e Médias Empresas queixarem-se de falta de acesso ao financiamento facto que fez com que a CTA agendasse nos temas da XV Conferência Anual do Sector Privado os ‘Mecanismos de Facilitação de Financiamento ao Sector Privado’, visando encontrar formas alternativas de financiamento.

O vice-presidente da Política Financeira da CTA, Oldemiro Belchior, disse ser necessária uma actuação firme com vista a busca de soluções para alavancar o sector empresarial e flexibilizar o financiamento através de linhas de crédito bonificado.

Por outro lado, sugeriu a diversificação de fontes de investimento, partilha de riscos com instituições bancárias e criação de fundo de garantia financeira ao sector privado, para promover o acesso ao financiamento bancário.

Para a classe empresarial, o fundo de garantia financeira poderia destinar-se aos sectores-chave para o desenvolvimento como a Agricultura, Indústria, Energia, Construção, Comércio e Transporte. E as instituições que forem submeter o financiamento deveriam apresentar requisites como a ausência de irregularidades fiscais, apresentar planos de negócios e contabilidade credíveis, entre outros importantes que permitam que se analisem os riscos.
Também defendeu a capacitação das PME para poderem submeter candidaturas credíveis no pedido de financiamento.

Defendeu igualmente a existência de uma garantia múltipla, que seria um capital social detido por empresas privadas, bancos comerciais, associações empresariais e o Estado.

Por seu turno, Yussuf Daya, do AFRIXIMBANK, disse acreditar na contribuição positiva do sector privado para o desenvolvimento de Moçambique e falou dos financiamentos da sua instituição para o comércio e desenvolvimento de África. Mas porque todo investimento tem riscos, a Directora de Projectos para Agricultura, Educação e Sectores Financeiros da AFD, Olívia Falanga, falou da necessidade de se partilhar os riscos para garantia de financiamento ao sector privado.

Já Tomas Matola, do BNI, falou dos financiamentos existentes na sua instituição, para Pequenas e Médias Empresas. Matola falou de incubadores de negócio, que visam permitir que produtores se tornem formais e reúnam requisitos para aceder ao financiamento. Abordou a questão da capacitação, tendo sugerido criação de programas de literacia financeira para os gestores das PME, para que tenham capacidade de avaliar outras alternativas de financiamento.

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