Dólar renova máximo face ao metical, mas valorização abranda

dolarO dólar norte-americano manteve na última semana uma tendência de valorização em relação a metical, embora mais atenuada, fixando novo máximo de 12 meses em 62,84 meticais, segundo a empresa financeira internacional Euronet.

Segundo a Lusa, este pico na taxa de câmbio acrescenta três centavos ao máximo a 12 meses anterior, que tinha sido fixado uma semana antes.

O dólar tem renovado máximos na casa dos 62 meticais, acrescentando mais alguns centavos ao valor de câmbio, a cada semana, desde meados de fevereiro.

A moeda norte-americana segue uma tendência de subida de preço que se verifica desde agosto de 2018, altura em que chegou a custar 57 meticais.

O Banco de Moçambique considerou em fevereiro que a valorização tem estado "em linha com a sazonalidade do período, caracterizado por um incremento da procura de divisas para fazer face ao pagamento das importações diversas realizadas no âmbito da quadra festiva" de Natal e passagem de ano.

A divisa dos EUA é a moeda que serve de base de cálculo às taxas de câmbio de referência para as outras moedas em Moçambique.

De acordo com as taxas divulgadas pelo Banco de Moçambique, o dólar foi vendido na última semana em Moçambique a uma média de 63,37 meticais e comprado a 62,14 meticais.

No que respeita ao euro, o câmbio registou variações mínimas na última semana.

A moeda europeia foi comprada no país, durante a última semana, a uma média de 70,20 meticais e vendida a 71,58, uma descida de cerca de 30 centavos face à semana anterior, de acordo com as taxas diárias divulgadas pelo banco central e seguidas pela Lusa.

BM mantém taxa de referência MIMO

bancomocO Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique (BM), decidiu em sessão extraordinária, no dia 6 de Março de 2019, manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 14,25% tal como havia feito em 11 de Fevereiro de 2019.

Adicionalmente, em face da disponibilidade de novas informações que apontam para o agravamento da percepção dos riscos externos e consequente maior volatilidade do Dólar no mercado internacional, comparativamente à avaliação feita na última sessão, o CPMO deliberou aumentar o coeficiente de Reservas Obrigatórias (RO) em moeda estrangeira em 900 pontos base, para 36%, com efeitos a partir do período de constituição que inicia no dia 7 de Março de 2019, tendo mantido as taxas da Facilidade Permanente de Depósitos (FPD) e da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) em 11,25% e 17,25%, respectivamente, bem assim o coeficiente de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda nacional em 14,00%.

Segundo o comunicado do BM, a decisão de manter a taxa MIMO justifica-se pelo facto de a inflação permanecer baixa e estável, e a respectiva projecção para o curto e médio prazos indicar que poderá situar-se em torno de um dígito até ao final do ano. Contudo, dada a probabilidade de uma possível aceleração da inflação, caso o ambiente externo continue a deteriorar-se, o CPMO considera oportuno ajustar a sua postura de política monetária de modo a contribuir para a preservação da estabilidade macroeconómica.

Na sua análise financeira, o Banco Central refere que a inflação mantém-se baixa e estável, embora haja riscos de aceleração. Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) referem que, em Janeiro de 2019, a inflação situou-se em 3,78%, contra 3,84% em igual período de 2018. Entretanto, a actualização das projecções, tendo em consideração a informação recentemente disponibilizada, com realce para o comportamento do Dólar no mercado internacional, aponta para a possibilidade da sua aceleração, sem, contudo, sair da banda de um dígito.

Mercado cambial doméstico sob pressão crescente. O Dólar dos Estados Unidos da América, depois de ter fechado o ano de 2018 em 61,43 MT, regista, desde Janeiro, uma tendência para depreciação, tendo sido cotado em 62,73 MT no fecho de 5 de Março de 2019, correspondente a uma variação acumulada de 2,12%. Relativamente ao ZAR, passou de 4,25 MT para 4,43 MT no mesmo período.

Neste contexto, o CPMO considera que a evolução da inflação e os fundamentos macroeconómicos prevalecentes justificam a manutenção da taxa MIMO. Entretanto, perante o agravamento de riscos externos, mostra-se necessária a tomada de medidas de política que permitam mitigar o efeito dos choques a eles associados sobre o comportamento futuro da taxa de câmbio e, consequentemente, sobre a inflação.

A próxima reunião ordinária do CPMO está agendada para o dia 25 de Abril de 2019.

Banca comercial capacita-se no combate ao comércio ilegal da vida selvagem

ambformacao319.jpgOs Bancos Comerciais e membros da Associação Moçambique de Bancos (AMB) e representantes de outras instituições financeiras que operam em Moçambique beneficiaram, em Maputo, no dia 1 de Março de 2019, de um Curso sobre o combate ao comércio ilegal de vida selvagem, em inglês Illegal Wildlife Trade (IWT) através da investigação dos fluxos financeiros.

O curso foi facilitado por uma agência internacional britânica designada RUSI- ROYAL UNITED SERVICES INSTITUTE FOR DEFENSE AND SECURITY STUDIES e tinha como principal objectivo aumentar a consciencialização em torno dos elementos financeiros que caracterizam o IWT em Moçambique e como este deve ser tratado como um dos elementos a considerar no âmbito da comunicação das actividades suspeitas às autoridades competentes.

Durante a formação em torno do IWT, os participantes aprenderam as dinâmicas associadas aos fluxos financeiros ilícitos, como melhorar as relações público-privadas, principais indicadores e elementos específicos associados ao comércio ilícito e seu impacto no dever de reporte e a importância da colaboração e cooperação entre os sectores público e privado no combate ao comércio ilegal de espécies da flora e fauna protegidas e branqueamento de capitais decorrente desta actividade.

Para além das instituições financeiras comerciais, participaram desta capacitação o Banco de Moçambique e entidades ligadas à investigação e combate ao crime financeiro, nomeadamente, o Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFin), os Serviços Nacionais de Investigação Criminal (SERNIC), a Procuradoria Geral da República (PGR), e ainda a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) entre outros.

Texto e fotos: Benjamim Chabualo

Dólar chega ao valor mais caro face ao metical em 12 meses

metical262018O dólar norte-americano chegou na última semana ao valor mais caro dos últimos 12 meses face à moeda moçambicana, ao cambiar a 62,78 meticais, segundo a empresa financeira internacional Euronet citada pela Lusa.

Segundo a fonte, o pico foi alcançado antes do fecho de transacções de sexta-feira, dia 15 de Fevereiro corrente, sendo que o dólar terminou o dia a valer 62,18 meticais.

O valor mais caro do dólar nos últimos 12 meses tinha sido registado em Março de 2018, com 62,70 meticais.

A moeda norte-americana segue uma tendência de subida de preço que se verifica desde agosto de 2018, altura em que chegou a custar 57 meticais, de acordo com as tabelas de câmbio da Euronet.

No comunicado final da última reunião (realizada há uma semana) do seu Comité de Política Monetária (CPMO), o Banco de Moçambique reconhece que "o metical regista uma ligeira depreciação", face ao dólar, mas considera que esse movimento está "em linha com a sazonalidade do período".

A divisa dos EUA é a moeda que serve de base de cálculo às taxas de câmbio de referência para as outras moedas em Moçambique.

No que respeita ao euro, o câmbio registou variações mínimas na última semana.

A moeda europeia foi comprada no país, durante a última semana, a uma média de 69,80 meticais e vendida a 71,19, uma subida de 25 centavos face à semana anterior, de acordo com as taxas diárias divulgadas pelo banco central.

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