Segundo a BMI Research: Crescimento no mercado dos títulos dos bancos foi de 19,1%

metical16Segundo a BMI Research, o crescimento no mercado dos títulos dos bancos foi de 19,1%, em média, no primeiro semestre deste ano face aos primeiros seis meses do ano passado, o que compara com uma expansão de apenas 4,1% no crédito concedido no mesmo período. Para a consultora BMI Research o sector bancário de Moçambique ficou dependente dos empréstimos ao sector público para manter o crescimento, devido ao ambiente económico criado pelo incumprimento financeiro do Estado em 2016.

BCE revê em alta crescimento da zona euro para 2,2% este ano

euro1O Banco Central Europeu (BCE) anunciou no dia 11 de Setembro de 2017, que prevê um crescimento na zona euro de 2,2% para este ano (previa 1,9% em Junho), com uma inflação de 1,5% (igual a Junho).

Segundo o diário electrónico “Mercados”, as projecções divulgadas, os peritos do BCE antecipam para 2018 um crescimento de 1,8% (igual ao anunciado em Junho) com uma inflação de 1,2% (1,3% em Junho). Para 2019 é esperado um crescimento de 1,7% (como em Junho) e uma inflação de 1,5% (1,6% há três meses).

Em conferência de imprensa, o presidente do BCE, Mário Draghi, disse que “os riscos para as perspectivas de crescimento continuam amplamente equilibrados” na zona euro.

Draghi acrescentou que “os riscos de uma descida continuam a existir e estão relacionados principalmente com factores globais e mudanças nos mercados de divisas”.

As previsões de crescimento foram revistas em alta este ano e as de inflação ligeiramente em baixa para o próximo ano e para 2019, neste último caso “reflectindo principalmente a valorização recente do euro”, segundo Draghi.

O presidente do BCE recordou que a inflação em Agosto ficou em 1,5%.

MAIS-VALIAS TERÃO EFEITO MULTIPLICADOR NA ECONOMIA NACIONAL: CTA

enitaliaA Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) considera que as mais-valias resultantes da venda das acções de exploração de gás natural liquefeito na Bacia do Rovuma terão um efeito multiplicador na economia nacional.

O governo moçambicano anunciou dia 5 de Setembro último, o fecho do negócio da cedência de 35,7 dos 70 por cento das acções que a Eni East Africa (ENI) detém no projecto de gás natural na Área-4 do Bloco do Rovuma à Exxon Mobil.
A CTA citada pela Agência de Informação de Moçambique (AIM) afirma que trata-se de um bom negócio da parte do governo, que espera encaixar pelo menos cerca de 350 milhões de dólares até o fim do presente ano.
“Estamos a falar de mais ou menos 350 milhões de dólares em termos de mais-valias. É um valor necessário e, de certeza, vai ter um efeito multiplicador na economia moçambicana”, disse Florival Mucave, vice-presidente do pelouro dos Recursos Minerais e Hidrocarbonetos, falando em conferência de imprensa, em Maputo, para exprimir a posição da CTA sobre as mais-valias resultantes da venda das acções da ENI à ExxonMobil.
“É louvável que isto tenha acontecido. A CTA saúda e está muito satisfeita com o facto de este negócio ter sido concluído”, acrescentou.
A CTA também destaca o facto de a ENI ter cedido as acções a ExxonMobil, a maior companhia petrolífera do mundo inteiro.
Os empresários entendem que a ExxonMobil é uma empresa tecnicamente e financeiramente robusta capaz de resistir facilmente a volatilidade dos preços de gás e petróleo no mercado internacional.
Portanto a ExxonMobil é muito bem-vinda. Esperamos, realmente, que haja este efeito multiplicador e que as Pequenas e Médias Empresas (PME’s) moçambicanas possam, também, beneficiar da sua entrada no mercado moçambicano”, sublinhou a fonte.
Mucave reconhece que a área de exploração de hidrocarbonetos representa um enorme desafio para as PME’s, no que tange à formação e capacitação, para que possam estar a altura de oferecer serviços e produtos de qualidade.
A CTA estima em cerca de 35 biliões de dólares o valor a ser investido na área de hidrocarbonetos ao longo dos próximos 10 anos, cifra que corresponde ao dobro do Produto Interno Bruto de Moçambique.
São grandes volumes de capital que vão entrar. São grandes empresas que vão entrar no mercado moçambicano. Não chega que as empresas entrem, é preciso que haja capacitação dos moçambicanos, que as empresas moçambicanas estejam a altura de responder àquilo que são as demandas de uma ExxonMobil, Anadarko, ENI”, considerou.
Assim, cabe a CTA a responsabilidade de capacitar e treinar as PME’s para que possam colher os benefícios resultantes.
ExxonMobil desembolsou 2,8 biliões de dólares para a aquisição de metade das acções da ENI no consórcio ENI-East Africa.
Assim, a estruturara accionista na Área 4 passa a ter a seguinte composição: ENI 25 por cento, ExxonMobil (25 por cento), CNPC (20), Galp Energia de Portugal (10), Kogas da Coreia (10) e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique (10).

9 de Novembro: Segunda edição da cimeira da Financial Times vai debater a redução do risco nos investimentos

dolarA segunda cimeira da Financial Times em Moçambique, que vai juntar líderes políticos e do sector empresarial do país e do mundo, vai ter lugar na Cidade de Maputo, no dia 9 de Novembro, cuja cerimónia de abertura será presidida pelo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi.

O evento, que terá, pelo segundo ano consecutivo, o Standard Bank como principal parceiro, vai decorrer sob o lema “Reduzindo o risco nos investimentos, através de boas práticas de negócios” e tem como objectivo principal debater como aproveitar os recursos do país para transformar e diversificar a economia.

Nesta conferência, serão ainda discutidas, entre outras, questões como, por exemplo, onde estão as principais oportunidades nos sectores de energia, mineração, banca, tecnologia e turismo, para os investidores e empresas internacionais estabelecidas em Moçambique.

Dissertações sobre vários temas serão feitas no encontro por especialistas, economistas, CEOs e dirigentes políticos, com destaque para o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, a ministra dos Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Balói, o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, a administradora executiva do Grupo Standard Bank em África, Sola David-Bora e Chuma Nwokocha, administrador delegado do Standard Bank em Moçambique.

David Pilling, editor da publicação Financial Times em África e Andrew England, editor de conteúdos do Médio Oriente e África, serão os moderadores dos diversos temas a serem abordados na cimeira.

Contacto

Rua da Imprensa 265
Prédio 33 Andares
4º Andar, Porta 415
Maputo - Moçambique
Tel: (+258) 21 310818
Email: ambancos@teledata.mz