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Radiografia do Sector Bancário em Moçambique 2014

EstudoPara oferecer uma análise qualitativa e quantitativa da dimensão do sector bancário moçambicano e promover a transparência no sector bancário, a Associação Moçambicana

de Bancos (AMB) apresentou, no dia 27 de Outubro de 2014, na Cidade de Maputo, um estudo de pesquisa sobre o Sector Bancário em Moçambique, realizado em parceria com a moçambicana de auditoria e consultoria KPMG.

Baseado em indicadores como dimensão e rentabilidade, solidez e qualidade de crédito, indicadores operacionais e crescimento, o estudo baseou-se nos activos dos resultados de 2013 comparado com 2012 e abrangeu 15 dos 18 bancos existentes em Moçambique.

Trata-se da décima publicação da KPMG em colaboração com a AMB cuja cerimónia foi testemunhada pelo Governador do Banco de Moçambi-que - Ernesto Gove, pelo Presidente da Associação Moçambicana de Bancos – Mário Machungo e pelo Director Geral da KPMG – Filipe Mandlate.

O estudo revela que no ranking do sector bancário em Moçambique, o domínio pertence aos três bancos, nomeadamente, Banco Internacional de Moçambique (BIM), Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e Standard Bank e contínuo surgimento de novos bancos resultado de aumento de investidores nacionais e regionais, sendo assim um sector muito competitivo que em alguns casos implica a redução de marcos de lucros anuais.

Numa análise agregada do sector bancário, o estudo revela que os activos totais para o sector bancário registaram um crescimento significativo de 19 por cento em relação ao ano de 2012. No final de 2013, os activos respeitantes a análise agregada do sector bancário foram de 281.168.203 mil Meticais em relação ao valor de 236.567.733 mil Meticais no final de 2012.

Em especial destaque esteve o aumento na carteira de crédito. A carteira de crédito cresceu 34.391.653 mil Meticais de Dezembro de 2012 à Dezembro de 2013 representando um crescimento de 29 %.

Segundo o estudo, o aumento de crédito foi influenciado por vários factores positivos como o crescimento económico do país e o aumento da actividade económica na forma de mega projectos, o aumento do desenvolvimento de infra-estruturas. O total de crédito representa 55% dos activos totais ao final de 2013, comparativamente aos 51% do crédito no final de 2012.

O aumento da carteira de crédito total é em grande parte financiado pelo aumento dos depósitos mantidos pelos bancos, que aumentaram em 19% entre 2012 e 2013. O aumento dos depósitos é atribuído principalmente ao aumento de investimento directo estrangeiro e aumento da oferta de dinheiro.

O rácio de crédito para depósito aumentou de 67% em 2012 para 72% em 2013, representando um aumento de procura no mercado de crédito.

Classificando os balanços individuais dos intervenientes do sector bancário, o estudo revela que o BIM continua a ser o primeiro com activos totais de 85.428.239 mil Meticais, o que representa 30% do total de activos do sector bancário. Segue em segundo lugar o BCI com activos totais de 82.167.820 mil Meticais, o que representa 29% e em terceiro lugar está o Standard Bank com 44.063.370 mil Meticais, o que representa 16%. Os três bancos em conjunto têm 75% dos activos totais do sector bancário.

O Barclays Bank está em quarto lugar com uma base de activos total de 17.172.453 mil Meticais (6%) seguido de Moza Banco em quinto com 14.820.073 mil Meticais (5%).

Com estes cinco intervenientes do sector bancário a deter 87% do total de activos do mercado, os restantes intervenientes detêm os 13%, um rácio que permanece inalterado desde 2012, segundo o estudo feito pela KPMG por responsabilidade da AMB.

Em termos da estrutura do balanço, os activos significativos continuam a ser empréstimos e adiantamentos que compõem 55% do total de activos, à 31 de Dezembro de 2012. Os activos residuais são principalmente outros activos remunerados mantidos para efeitos de liquidez (depósitos de curto prazo com outros bancos, o investimento em Bilhetes de Tesouro e obrigações do Governo).

EXIGE-SE CRESCIMENTO QUALITATIVO E INCLUSIVO DOS BANCOS COMERCIAIS

A Associação Moçambicana de Bancos (AMB) disse no dia 27 de Outubro de 2014 que exige-se um crescimento com qualidade e inclusão, destacando-se a “inclusão financeira” desafios cujos associados estão conscientes e estão comprometidos com a bancarização da economia, sendo testemunho disso, o aumento do número de balcões nos distritos, e a sua participação activa na literacia financeira, cujo programa foi lançado há dias pelo Banco de Moçambique.

O posicionamento da AMB foi manifestado pelo respectivo Presidente, Dr. Mário Machungo durante a cerimónia de lançamento do estudo sobre o sector bancário em Moçambique que apresenta o enquadramento conjuntural e a caracterização do sector bancário, a descrição pormenorizada do mercado monetário dentro dos mais exigentes padrões de clareza, objectividade e comparabilidade e a análise dos agregados do sector bancário.

Na ocasião, o Presidente da AMB disse que esta informação, apesar de se basear em dados históricos, constitui uma ferramenta importante para nortear futuras acções de natureza estratégica dos gestores bancários, face à síntese do ranking dos bancos em função de diversas métricas, como activos e quotas de mercado, rendibilidade dos capitais próprios e eficiência, capturando sinais sobre o posicionamento das marcas dos players, num mercado bastante competitivo.

Num outro prisma da análise destes indicadores, acrescentou Dr. Machungo, sobressalta o pulsar da estabilidade do sector, numa relação directa com o papel regulador das autoridades monetárias, e, em combinação com as políticas monetárias e fiscais numa fase de um alto ciclo de crescimento do país.

Com efeito, o modelo do funding dos bancos tem por base depósitos de clientes, cuja dispersão ressalta o reduzido risco de fuga de recursos. Esta situação, a par de uma taxa de transformação abaixo de 80%, evidencia uma intermediação financeira bastante correlacionada com a actividade real, caracterizando-se como robusta, estável e promissora. Neste sentido, os nossos bancos estão bem capitalizados, com capacidade de absorção de choques na economia, cuja gestão e supervisão pelas autoridades estão em conformidade com padrões internacionais.

Em contraponto, segundo disse, os modelos baseados no funding pela via da emissão de títulos, tendo como colaterais fluxos de créditos concedidos e que visam essencialmente criar liquidez, invocam relações opacas entre as partes envolvidas, não sendo alheios ao processo, as empresas de notação de risco, as quais serviram de amplificadores na recente crise nas economias mais desenvolvidas. A exposição quase nula dos players em Moçambique a activos financeiros do Ocidente veio cimentar a crença sobre a autonomia estratégica e operacional dos bancos -e o subsequente reforço de um voto de confiança pelas empresas, pelas famílias e pelas autoridades.

Noutro desenvolvimento, o Presidente da AMB recordou que Moçambique atravessa um momento especial com a descoberta de recursos minerais, a par do desenvolvimento de infra-estruturas, apresentando desafios aos principais players do sector bancário e financeiro, cuja participação e acompanhamento exige a sua adaptação orgânica, formação, posicionamento e parcerias. Nesta dinâmica das forças produtivas, os níveis de rentabilidade apresentados pelo sector bancário, apesar da grande amplitude, em razão de alguns players atravessarem uma fase de crescimento e implantação, constituem factor de atractividade de novas entradas, como é o caso recente do Ecobank.

GOVERNADO DO BM ENALTECE O PAPEL DA TRANSPARÊNCIA NO SECTOR BANCÁRIO

O Governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove saudou a realização do estudo sobre o sector bancário em Moçambique 2014, realizado pela Associação Moçambicana de Bancos (AMB) em parceria com a empresa KPMGe dos bancos comerciais como um exercício de transparência na publicação de informação importante para o domínio dos seus clientes e do público em geral. Encorajou para que mais exercícios desta natureza tenham lugar a bem da transparência e fortalecimento do sector financeiro em Moçambique e da concorrência.

Intervindo na cerimónia de lançamento da publicação da Pesquisa sobre o Sector Bancário em Moçambique, Ernesto Gove disse que os dados apresentados pelo estudo revelam que no conjunto dos sectores da economia nacional, o sector financeiro é dos mais dinâmicos e que tem dado um contributo muito grande para o desenvolvimento das pequenas e médias empresas e também na participação do grande esforço de financiamento de toda a economia, incluindo os grandes projectos. “Pois, nos países como Moçambique em que o mercado de capitais ainda é incipiente, o sector bancário é chamado a fazer face ao funcionamento da economia. E penso que tem sabido fazer esse papel importante da dinamização da economia nacional”, acrescentou Ernesto Gove.

Referiu a alguns aspectos sensíveis do sector tocados pelo Presidente da AMB, Mário Machungo. Primeiro, constatou que há uma alavancagem muito grande de activos do sector bancário que conheceu um crescimento significativo de 2012 a 2013 e os activos dos bancos já representam cerca de 60% do PIB o que significa que a economia moçambicana conta com o financiamento forte do sector bancário. Para o efeito, desejou que esta alavancagem da economia prossiga para o contributo do crescimento da economia global.

Segundo sublinhou como desafio a descoberta e exploração dos recursos naturais donde derivam muitas responsabilidades para o sector bancário como intermediário entre os grandes projectos e as empresas subsidiárias para que se concretize a dinamização da economia nacional, quer através da industrialização, quer através das infra-estruturas. Para ele, para que o sector bancário seja relevante neste processo, precisa de fazer introspeção para ver como está capitalizado, não só para criar resiliência à choques externos, mas também para dar resposta à dinâmica da economia moçambicana como se apresenta.

Portanto, disse o Governador do Banco de Moçambique que precisamos a todo o momento sensibilizar aos accionistas dos bancos de que em Moçambique a parceria não é mais um projecto, mas sim uma parceria de cooperação que tem que subsistir e ter uma perenidade. Para tal, é preciso que haja uma confiança em Moçambique envolvendo fundos não só para que haja uma reprodução simples, mas que haja, de facto, o desenvol-vimento de actividades mais visíveis para o crescimento da economia moçambicana a bem da promoção do emprego e de criação de oportunidades para que mais investidores se organizem no nosso país.

Finalmente, Ernesto Gove apelou aos bancos a continuarem a desenvolver boas práticas e fazer uma gestão prudente para serem a salvaguarda da gestão financeira e serem impulsionadores do desenvolvimento da economia moçambicana.

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