https://www.viagrageneriquefr24.com/combien-coute-le-viagra-en-belgique/

Moçambique Discute Estratégias de Gestão e Mitigação de Riscos de Investimento e Finanças para os Bancos Nacionais

SeminarioAssociação Moçambicana de Bancos (AMB) em parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e a Cooperação Italiana para o Desenvolvimento organizou, de 18 a 19 de Setembro de 2014, o primeiro seminário

sobre a “Gestão e Mitigação de Riscos de Investimento e Finanças” para o sector do Banco em Moçambique.

O evento que decorreu na Cidade de Maputo juntou representantes de 15 Bancos, membros da AMB, que durante os dois dias discutiram os riscos de investimento e finanças para os bancos, do ponto de vista do Governo, do Sector Privado e dos Financiadores entre riscos institucionais ou macroeconómicos.

Omar Mithá em representação da AMB sublinhou a importância do evento porquanto complementa a agenda da AMB que é contribuir para o desenvolvimento e assegurar a estabilidade do sistema financeiro nacional. Lembrou, na ocasião, a situação de crise no sistema financeiro dos países mais desenvolvidos, caracterizada pela perda total de confiança no sistema financeiro desses países e pelo atrofiamento dos níveis de intermediação financeira, salientando-se a falta de liquidez e a quebra dos canais de concessão de crédito ao sector produtivo e às famílias, a par de níveis de alavancagem elevados.

AMB reconheceu que esta situação veio alterar por completo o status quo e o conformismo decorrente dos métodos tradicionais de análise de risco, assim como pelos sistema de governação e instituições, que fazem parte do cluster do sector financeiro, onde se incluem as agências de notação de risco, as empresas de auditoria, os brokers nos mercados de capitais, e a banca de investimento, cujos conflitos de interesse provaram ser nefastos.

Nesta breve retrospectiva, Omar Mithá disse que o balanço dos players do nosso sistema financeiro evidenciavam uma exposição quase nula aos ditos activos tóxicos, o que traduzia um “subdesenvolvimento” benigno pela ausência de inovação em instrumentos financeiros, o qual provou estabilidade e autênticas muralhas chinesas à favor da robustez do sistema financeiro Moçambicano. Assim, com o funding tradicional de depósitos e aplicacão em créditos e pouco mais em activos financeiros sem risco, nomeadamente, em OTs, determinaram um mecanismo de transmissão da crise quase nulo ao sistema, apesar da ligação com o exterior. E esta situação prevaleceu considerando os efeitos de segunda ordem por via dos canais de exportação e IDE, ora com o adiamento de grandes projectos de investimento, ora com desinvestimentos, quer em razão da deterioração das condições creditícias nos países de origem, quer pela quebra da procura de commodities, a qual justificava o base case de grande parte destes investimentos. Em parte, os sinais enfraquecidos da procura agregada foram debelados por política contra-cíclicas, sendo de salientar, a expansão do crédito, o aumento da despesa pública em trade-off com uma espiral de inflação que no auge da crise atingiu os 16 por cento a par de uma depreciação do Metical que se cifrava, em termos anuais, em 32 por cento.

Noutro desenvolvimento, Omar Mithá esclareceu que a estabilidade do sistema financeiro moçambicano não se deve sòmente à estrutura do balanço caracterizada pelo funding estável dos depósitos de milhões de pessoas, num modelo de banco universal e orientado para o mercado de massa, além da segmentação adequada nos meios urbanos – não podemos olvidar o papel desempenhado pelo regulador, cuja prioridade tem sido a establidade do sistema financeiro, a par da condução de uma política monetária prudente, tendo em vista os objectivos da inflação, por vezes em contraponto com o crescimento económico, ao mesmo tempo que a inclusão e a literacia financeira fazem parte da vanguarda neste esforço titânico das nossas autoridades monetárias. Foi neste sentido que o bancos receberam com agrado as novas regras sobre o Basilea II.

Actualmente, acrescentou, Moçambique atravessa um momento especial do seu desenvolvimento, além de registar taxas de crescimento acima de 7 por cento e da média da África Sub-Sahariana, com fundamentos macroeconómicos estáveis, o país enfrenta novos desafios relacionados com grandes projectos de investimento, cujo desenvolvimento requer avultadas somas de capitais, e obriga à uma nova dinâmica na ligação com o exterior e no desenvolvimento de plataformas de captação de poupanças mais adequadas. Em paralelo com a consolidação dos fundamentos macroeconómicos, a qual acarreta o aumento dos níveis de atractividade para o investimento, assiste-se no mercado financeiro a entrada de novos players, como são os exemplos do Ecobank, o Nedbank e, eventualmente, o Standard Chartered, confirmando os níveis de apetência pelos investidores, e que, seguramente, terão como consequência novos modelos de negócio e proposição de valor servindo-se de todas as armas estratégicas para ganhar fatias de mercado, mas também, cujo reflexo ao nível de concorrência e sofisticação resultarão em benefícios para os utentes e o mercado em geral.

Relativamente ao tema de Gestão e mitigação de riscos, AMB entende que esta matéria confunde-se com a gestão do banco pois, gerir um banco é constantemente gerir riscos: o risco do mercado (risco de taxa de juro e risco cambial), o risco de liquidez, o risco de crédito, o risco operacional, o risco de reputação, ... A permanente inclusão dos departamentos de risco, vulgo “Risk Office”, e os departamentos de “Compliance” nas estruturas organizacionais dos bancos vem provar a importância deste tema.

Apesar dos fundamentos e do sucesso visíveis e traduzidos por uma estabilidade económica e financeira, deve-se reconhecer que o binómio risco-retorno, por vezes induz à decisões incorrectas, especialmente, quando no modelo de governação entre accionistas e gestores, os modelos de compensação conduzem à manipulação de informação financeira, ao relaxamento de políticas de concessão de crédito, à transacções entre partes relacionadas, à promiscuidade do político com o económico, ou ao mero comportamento fora das normas e manuais de procedimentos instituídos. Isto ocorre num esforço que pretende adequar a situação do banco à diversas métricas, tais como quotas de mercado, níveis de rentabilidade dos capitais próprios ou outras que possam reforçar a confiança entre os accionistas e os gestores. Mas, a médio e longo prazos se tornam lesivos ao sistema financeiro.

Neste contexto, agrada a AMB notar que o nível de crédito mal-parado situa-se em 3,9 por cento enquanto que a taxa de transformação não supera os75 por cento, o que inspira confiança, mas que não remete a nenhum de nós, bancos e o regulador, à permanecer em zonas de conforto.

Finalmente, Omar Mithá recomendou que “devemos aprender com outros países e tirar lições – existe a prise de conscience e estamos convencidos que o Banco de Moçambique, sempre como o banco dos bancos e regulador de primeira linha, continuará a fazer-se sentir no quotidiano, aprimorando sempre os níveis de supervisão e controlo em prol de um sistema estável, em que todos confiam e seja, também, motivo do nosso orgulho como Moçambicanos”.

Refira-se que o Banco de Moçambi-que, avaliando os impactos negativos que as instituições de crédito assumem, emitiu o Aviso nº 04/GBM/13, de 24 de Maio, que integra um conjunto de directrizes baseadas nas melhores práticas internacionalmente aceites, com objectivo de maximização do retorno e a minimização dos riscos.

O evento que decorreu na Cidade de Maputo juntou representantes de 15 Bancos, membros da AMB, que durante os dois dias discutiram os riscos de investimento e finanças para os bancos, do ponto de vista do Governo, do Sector Privado e dos Financiadores entre riscos institucionais ou macroeconómicos.

Omar Mithá em representação da AMB sublinhou a importância do evento porquanto complementa a agenda da AMB que é contribuir para o desenvolvimento e assegurar a estabilidade do sistema financeiro nacional. Lembrou, na ocasião, a situação de crise no sistema financeiro dos países mais desenvolvidos, caracterizada pela perda total de confiança no sistema financeiro desses países e pelo atrofiamento dos níveis de intermediação financeira, salientando-se a falta de liquidez e a quebra dos canais de concessão de crédito ao sector produtivo e às famílias, a par de níveis de alavancagem elevados.

AMB reconheceu que esta situação veio alterar por completo o status quo e o conformismo decorrente dos métodos tradicionais de análise de risco, assim como pelos sistema de governação e instituições, que fazem parte do cluster do sector financeiro, onde se incluem as agências de notação de risco, as empresas de auditoria, os brokers nos mercados de capitais, e a banca de investimento, cujos conflitos de interesse provaram ser nefastos.

Nesta breve retrospectiva, Omar Mithá disse que o balanço dos players do nosso sistema financeiro evidenciavam uma exposição quase nula aos ditos activos tóxicos, o que traduzia um “subdesenvolvimento” benigno pela ausência de inovação em instrumentos financeiros, o qual provou estabilidade e autênticas muralhas chinesas à favor da robustez do sistema financeiro Moçambicano. Assim, com o funding tradicional de depósitos e aplicacão em créditos e pouco mais em activos financeiros sem risco, nomeadamente, em OTs, determinaram um mecanismo de transmissão da crise quase nulo ao sistema, apesar da ligação com o exterior. E esta situação prevaleceu considerando os efeitos de segunda ordem por via dos canais de exportação e IDE, ora com o adiamento de grandes projectos de investimento, ora com desinvestimentos, quer em razão da deterioração das condições creditícias nos países de origem, quer pela quebra da procura de commodities, a qual justificava o base case de grande parte destes investimentos. Em parte, os sinais enfraquecidos da procura agregada foram debelados por política contra-cíclicas, sendo de salientar, a expansão do crédito, o aumento da despesa pública em trade-off com uma espiral de inflação que no auge da crise atingiu os 16 por cento a par de uma depreciação do Metical que se cifrava, em termos anuais, em 32 por cento.

Noutro desenvolvimento, Omar Mithá esclareceu que a estabilidade do sistema financeiro moçambicano não se deve sòmente à estrutura do balanço caracterizada pelo funding estável dos depósitos de milhões de pessoas, num modelo de banco universal e orientado para o mercado de massa, além da segmentação adequada nos meios urbanos – não podemos olvidar o papel desempenhado pelo regulador, cuja prioridade tem sido a establidade do sistema financeiro, a par da condução de uma política monetária prudente, tendo em vista os objectivos da inflação, por vezes em contraponto com o crescimento económico, ao mesmo tempo que a inclusão e a literacia financeira fazem parte da vanguarda neste esforço titânico das nossas autoridades monetárias. Foi neste sentido que o bancos receberam com agrado as novas regras sobre o Basilea II.

Actualmente, acrescentou, Moçambique atravessa um momento especial do seu desenvolvimento, além de registar taxas de crescimento acima de 7 por cento e da média da África Sub-Sahariana, com fundamentos macroeconómicos estáveis, o país enfrenta novos desafios relacionados com grandes projectos de investimento, cujo desenvolvimento requer avultadas somas de capitais, e obriga à uma nova dinâmica na ligação com o exterior e no desenvolvimento de plataformas de captação de poupanças mais adequadas. Em paralelo com a consolidação dos fundamentos macroeconómicos, a qual acarreta o aumento dos níveis de atractividade para o investimento, assiste-se no mercado financeiro a entrada de novos players, como são os exemplos do Ecobank, o Nedbank e, eventualmente, o Standard Chartered, confirmando os níveis de apetência pelos investidores, e que, seguramente, terão como consequência novos modelos de negócio e proposição de valor servindo-se de todas as armas estratégicas para ganhar fatias de mercado, mas também, cujo reflexo

ao nível de concorrência e sofisticação resultarão em benefícios para os utentes e o mercado em geral.

Relativamente ao tema de Gestão e mitigação de riscos, AMB entende que esta matéria confunde-se com a gestão do banco pois, gerir um banco é constantemente gerir riscos: o risco do mercado (risco de taxa de juro e risco cambial), o risco de liquidez, o risco de crédito, o risco operacional, o risco de reputação, ... A permanente inclusão dos departamentos de risco, vulgo “Risk Office”, e os departamentos de “Compliance” nas estruturas organizacionais dos bancos vem provar a importância deste tema.

Apesar dos fundamentos e do sucesso visíveis e traduzidos por uma estabilidade económica e financeira, deve-se reconhecer que o binómio risco-retorno, por vezes induz à decisões incorrectas, especialmente, quando no modelo de governação entre accionistas e gestores, os modelos de compensação conduzem à manipulação de informação financeira, ao relaxamento de políticas de concessão de crédito, à transacções entre partes relacionadas, à promiscuidade do político com o económico, ou ao mero comportamento fora das normas e manuais de procedimentos instituídos. Isto ocorre num esforço que pretende adequar a situação do banco à diversas métricas, tais como quotas de mercado, níveis de rentabilidade dos capitais próprios ou outras que possam reforçar a confiança entre os accionistas e os gestores. Mas, a médio e longo prazos se tornam lesivos ao sistema financeiro.

Neste contexto, agrada a AMB notar que o nível de crédito mal-parado situa-se em 3,9 por cento enquanto que a taxa de transformação não supera os75 por cento, o que inspira confiança, mas que não remete a nenhum de nós, bancos e o regulador, à permanecer em zonas de conforto.

Finalmente, Omar Mithá recomendou que “devemos aprender com outros países e tirar lições – existe a prise de conscience e estamos convencidos que o Banco de Moçambique, sempre como o banco dos bancos e regulador de primeira linha, continuará a fazer-se sentir no quotidiano, aprimorando sempre os níveis de supervisão e controlo em prol de um sistema estável, em que todos confiam e seja, também, motivo do nosso orgulho como Moçambicanos”.

Refira-se que o Banco de Moçambi-que, avaliando os impactos negativos que as instituições de crédito assumem, emitiu o Aviso nº 04/GBM/13, de 24 de Maio, que integra um conjunto de directrizes baseadas nas melhores práticas internacionalmente aceites, com objectivo de maximização do retorno e a minimização dos riscos.

Contacto

Rua da Imprensa 265
Prédio 33 Andares
4º Andar, Porta 415
Maputo - Moçambique
Tel: (+258) 21 310818
Email: ambancos@teledata.mz