Prime Rate cai pelo terceiro mês consecutivo

metical262018Depois de Julho e Agosto, o Banco de Moçambique e a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) voltar a mexer na taxa Prime Rate do sistema financeiro nacional, fixando-a em 18,30% neste mês de Setembro, uma redução em 20 pontos base face a do mês anterior.

Entende-se como Prime Rate, a taxa aplicada às operações de crédito entre as Instituições de crédito e sociedades financeiras com os seus clientes. A esta taxa é adicionada ou subtraída uma margem (spread), mediante a análise de risco de cada tipo de crédito.

Esse indicador funciona como base para a fixação da taxa de juro de referência (taxa MIMO), que torna o dinheiro mais caro ou barato na banca. Jornal “O Pais”  

Governo exige indemnização aos bancos Credit Suisse e VTB

creditsuiceO Governo de Moçambique exige que os bancos Credit Suisse e VTB, que organizaram empréstimos a duas empresas públicas, não recebam o valor dos empréstimos e paguem uma indemnização pela crise que ajudaram a criar, noticiou a Lusa.

"Moçambique está a exigir indemnização e/ou contribuição por qualquer responsabilidade que possa ter para com os detentores dos títulos de dívida soberana e o custo total do serviço da dívida e os custos associados relacionados com os novos títulos que vão ser emitidos no âmbito do processo de reestruturação, em conjunto com as perdas macroeconómicas que resultam das irregularidades dos arguidos", diz o executivo.

O anúncio consta do documento legal que foi enviado no final de agosto aos credores dos títulos de dívida pública, intitulado 'Memorando de Solicitação de Consenso', e a que a Lusa teve acesso, no qual se divulga pela primeira vez que a acção que deu entrada nos tribunais de Londres inclui um pedido de indemnização relativamente aos efeitos dos empréstimos na evolução da economia do país.

A divulgação do documento acontece poucos dias antes do fim do prazo que os investidores nos 726,5 milhões de dólares em títulos de dívida soberana têm para decidir se aceitam a proposta de reestruturação da dívida, que essencialmente difere o início dos pagamentos em troca por uma taxa de juro superior.

Em Fevereiro, a Procuradoria-Geral da República deu entrada no Supremo Tribunal britânico com uma acção cível contra o Credit Suisse International, Credit Suisse AG, antigos empregados e agentes do Credit Suisse que facilitaram os empréstimos à Proindicus, Mozambique Asset Management e várias outras entidades dentro do Grupo Privinvest que foram os obreiros destes contractos.

Em Julho, foi colocada outra acção especificamente contra o director executivo da Privinvest, Iskandar Safa, procurando, entre outras coisas, "indemnização e compensação por perdas sofridas pelo país no âmbito das garantias alegadamente emitidas pelo antigo ministro das Finanças Manuel Chang", acrescenta-se no documento, que ainda não tinha sido divulgado.

"O argumento de Moçambique é que as transacções envolvendo a Proindicus, a MAM e a Ematum, e as alegadas garantias nominais de cada um, eram parte de um esquema fraudulento desenhado para obter e responsabilizar Moçambique por aproximadamente 2,2 mil milhões de dólares, e que Moçambique foi enganado na troca das obrigações da Ematum pela dívida soberana em 2016", lê-se no memorando, que confirma a tese oficial do Governo, segundo a qual estes empréstimos "não constituem uma obrigação válida, legal ou imputável a Moçambique".

Na base desta argumentação está o histórico de todo este caso, que os advogados do Governo resumem dizendo que a divulgação dos empréstimos fraudulentos fez o Fundo Monetário Internacional e os doadores internacionais cortarem o apoio financeiro, o que, juntamente com a depreciação do metical e a descida dos preços das matérias-primas, cortou o crescimento do PIB para metade desde 2015.

"A consequência imediata destes empréstimos escondidos e das garantias estatais incluíram a suspensão dos desembolsos do FMI e dos doadores, afectando negativamente a posição financeira do Governo e reduzindo os recursos financeiros disponíveis para o Governo lidar com os desafios económicos e de desenvolvimento, bem como com o impacto dos desastres naturais", lê-se ainda no memorando.

Banco Central prevê estabilidade de preços até Outubro

bmnovoedificioO Departamento de Estudos Económicos do Banco de Moçambique antevê uma estabilidade de preços nos próximos dois meses. O objectivo é manter a inflação na casa de um dígito até finais do ano.

Segundo o jornal “O Pais”, esta previsão da estabilidade no índice de custo de vida é explicada em parte, pela tendência da valorização do Metical face às principais moedas de circulação no país, nomeadamente, Dólar, Rand e Euro.

Com efeito, para o terceiro trimestre do ano espera-se um abrandamento da inflação média anual, comparativamente ao trimestre anterior, prevendo-se ainda, para os meses de Setembro e Outubro, uma interrupção do sentido de desaceleração da inflação anual, mas ainda assim mantendo-se em níveis considerados estáveis.

Do lado dos empresários, houve uma revisão em baixa das expectativas de inflação anual para o final de 2019.

O inquérito ministrado pelo Banco Central aos agentes económicos (sector financeiro, na sua maioria) revela para o final do ano, um nível de inflação anual de 4,78% equivalente a uma revisão em baixa de 53 pb face ao inquérito anterior realizado em Junho.

Quanto ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real mantêm-se as previsões de desaceleração em 2019 e de recuperação gradual no ano seguinte, estimulado sobretudo pelas actividades de reconstrução pós-desastres naturais no centro e norte do país e pela dinâmica decorrente da materialização dos projectos de gás natural na Bacia do Rovuma. Foi neste contexto, e ponderados os riscos associados às projecções, o Banco Central decidiu reduzir as taxas de juros, com destaque para a de referência (taxa MIMO) que baixou em 50 pontos base, para 12,75%.

Moçambique vendeu bens no valor de cerca de USD 5 biliões a 130 países

maputoOs Estados Unidos da América regressaram ao top 10 dos maiores parceiros comerciais de Moçambique. Em 2018, o volume das trocas comerciais entre Maputo e Washington atingiu cerca de 309.5 milhões de dólares.

O volume global das trocas comerciais entre Moçambique e o resto do mundo situou-se nos cerca de 12 mil milhões de dólares no ano passado, mais 14,2% que em 2017, segundo estatísticas de comércio externo de bens, compilados pelo Instituto Nacional de Estatística.
 
O país vendeu no exterior bens no valor de cinco mil milhões de dólares em 2018, valor abaixo das compras que se situaram nos USD 6.9 mil milhões, representando um défice da balança comercial na ordem de USD 1.9 mil milhões.

A grande novidade no grupo dos maiores parceiros comerciais de Moçambique no passado, é o regresso dos Estados Unidos da América ao top 10.

As trocas comerciais entre Maputo e Washington foram no valor de cerca de 309.5 milhões de dólares, com o saldo a mostrar-se favorável para os norte-americanos, que venderam bens e produtos no montante de USD 217.8 milhões, contra 91.7 milhões em compras.

Dos 130 países que receberam bens provenientes de Moçambique, destacam-se a Índia, África do Sul, Reino dos Países Baixos, China e Singapura, que fecham o top 5.

Os principais bens exportados foram combustíveis minerais e metais comuns, que totalizaram 72,9% dos bens vendidos no exterior. Já as importações foram dominadas por máquinas, aparelhos e produtos agrícolas. Jornal “O Pais”

Contacto

Rua da Imprensa 265
Prédio 33 Andares
4º Andar, Porta 415
Maputo - Moçambique
Tel: (+258) 21 310818
Email: ambancos@teledata.mz