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Reino Unido anuncia financiamento de USD 83,6 milhões para Moçambique

dolaramericanoO Governo do Reino Unido comprometeu-se, no âmbito da cimeira com África, que de decorreu nos dias 20 e 21 de Janeiro de 2020, em londres, a financiar, com 83,6 milhões de dólares, o empoderamento económico das mulheres em Moçambique, aumentar o acesso à energia doméstica e comercial e apoiar o sector agrícola. O país vai ainda beneficiar de parte dos 261 milhões de dólares destinados à Africa Austral, para reduzir as barreiras ao comércio e aumentar o investimento.

Na cimeira em que o país esteve representado ao mais alto nível pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, acordou-se “novas parcerias duradouras” entre o Reino Unido e os países africanos para gerar mais investimentos, empregos e crescimento.

Em Moçambique, o Reino Unido vai injectar 2,6 milhões de dólares para “elevar, significativamente, o trabalho sobre o empoderamento económico das mulheres”. O fundo destina-se a “expandir o trabalho”, segundo um comunicado do Alto Comissariado Britânico em Maputo, enviado ao “O País”.

O documento refere, também, que operações similares serão feitas noutros países da região Austral, “incluindo o fortalecimento das relações com parceiros do sector público, sociedade civil e sector privado”.

Para aumentar o acesso à energia doméstica e comercial, através da inovação e investimento do sector privado, o Reino Unido anunciou um novo programa igualmente para Moçambique, orçado em cerca de 28,7 milhões de dólares.

Outros 52,3 milhões de dólares serão desembolsado a favor do país com vista a “ampliar o apoio ao sector agrícola nos próximos cinco anos”.

“O financiamento melhorará a participação do sector privado em áreas selecionadas da agricultura para promover maior resiliência climática, além de estimular o crescimento sectorial e a transformação da economia de Moçambique”, explica a nota do Alto Comissariado Britânico em Maputo.

O Reino Unido vai disponibilizar outros cerca de 261 milhões de dólares, em sete anos, para a ajudar a África Austral a “aumentar os fluxos comerciais intra-africanos, reduzir as barreiras ao comércio e aumentar o investimento”.  

Mais de mil pessoas participaram da cimeira, incluindo chefes de estado e ministros de governos africanos, CEOs e representantes seniores de empresas africanas e britânicas, investidores institucionais, organizações internacionais, instituições financeiras e sociedade civil.

A declaração feita depois do encontro diz que o Reino Unido vai alargar a sua “plataforma de aprofundamento do sector financeiro” para apoiar 45 países africanos, incluindo Moçambique, com vista a “aumentar a atractividade de seus sistemas financeiros para investidores”.

Durante a cimeira, falou-se do “extraordinário dinamismo e inovação das empresas africanas”, sendo que “oito das 15 economias que mais crescem estão na África”.
Deste modo, projecta-se que, em 2050, “mais de um em cada quatro consumidores globais serão africano”, de acordo com o comunicado Alto Comissariado Britânico em Maputo. In “O País” 23/01/2020

Filipe Nyusi focado para a estabilidade macroeconómica e financeira e anuncia a criação do Fundo Soberano

prfilipenyusiinvestO Presidente da República, Filipe Nyusi disse que no presente mandato vai continuar empenhado em consolidar a estabilidade macroeconómica e financeira, através de acções que concorram para uma inflação baixa e estável e para a promoção de um sector financeiro robusto e preparado para os desafios do futuro.

No seu discurso inaugura do dia 15 de Janeiro corrente, após a sua investidura para o seu segundo mandato de Presidente de Moçambique (2020 – 2024), Filipe Nyusi disse que ao colocar o combate à inflação como uma das prioridades do novo governo, pretende-se continuar a criar um ambiente que favoreça a atracção do investimento directo nacional e estrangeiro. E pretende, sobretudo, reduzir o custo de vida dos cidadãos, em particular, os que têm rendimentos mais baixos.

Assegurou que vai continuar a implementar políticas macroeconómicas prudentes, em particular na gestão da despesa e da dívida pública, aprimorando os mecanismos de monitoria, supervisão e gestão do risco fiscal e estabilidade do Metical.

Prometeu ainda que o diálogo com os credores será inevitável, com vista a reforçar a confiança do país junto dos parceiros de cooperação para o desenvolvimento e dos mercados financeiros nacionais e internacionais.

Em perspectiva de exploração de hidrocarbonetos na bacia de Rovuma, Filipe Nyusi disse que o Governo está a considerar para este ciclo de governação, a criação do Fundo Soberanoque, para além de constituir um instrumento de poupança financeira para as gerações presentes e futuras, poderá ajudar a proteger a economia do impacto da flutuação dos preços das matérias-primas no mercado internacional.

Para o executivo de Filipe Nyusi, o Fundo Soberano poderá apoiar nos esforços de diversificação da nossa economia, através da canalização de recursos para o desenvolvimento dos sectores não tradicionais, com destaque para o sector agrário e a industrialização que emprega a maioria da nossa população.

O modelo do Fundo Soberano que se pretende criar deverá ter como base as receitas provenientes da exploração dos recursos minerais.

“Não queremos que este Fundo possa constituir uma fonte de desvios e de enriquecimento ilícito. Por isso, não avançaremos sem garantir a prevalência dos princípios de boa governação, transparência, responsabilização, independência, assente num quadro legal moderno, que permite que a população acompanhe e se sinta dona dos recursos”, frisou Filipe Nyusi.

Refira-se que está em curso no país, desde 2019, um debate sobre modelos de criação do fundo soberano, liderado pelo Banco de Moçambique.

Banco Central reconhece solidez e robustez do Sistema Bancário Nacional

bmvgomes19.jpgO Banco de Moçambique (BM) reafirma que os resultados da pesquisa bancária 2018 reforçam que o sistema bancário nacional continua sólido, robusto e bem capitalizado, a respeitar os mínimos regulamentares.

Segundo o Vice-Governador do BM, Victor Gomes, a robustez e capitalização do sistema bancário pode ser demonstrada através da dinâmica de alguns indicadores económico-financeiros, com realce para o rácio de solvabilidade, que se situa actualmente, em média, em torno de 25%, acima do mínimo regulamentar (12%). Relativamente ao grau de incumprimento do crédito à economia, verifica-se uma tendência para redução, apesar de continuar acima do nível recomendado (5%). Adicionalmente, registamos a redução do peso do crédito em moeda estrangeira sobre o crédito total, que passou de cerca de 25%, em Dezembro de 2018, para os actuais 21%, em Setembro de 2019. Esta melhoria reflecte os esforços de todos para reduzir o grau de dolarização da economia, contribuindo assim, entre outros, para uma política monetária mais eficaz.

Olhando para o sector bancário, o mesmo continua a crescer, tendo os activos totais em percentagem do PIB passado de cerca de 63%, em 2018, para os actuais 65% do PIB, em Setembro de 2019.

Este crescimento tem vindo a ser acompanhado pelo aumento da concorrência, diversidade e disponibilidade de produtos financeiros, o que contribui para a melhoria dos serviços prestados aos clientes do sistema bancário.

O Vice-Governador doBM que falava no lançamento da Pesquisa Bancária 2018, reconheceu que, apesar dos progressos assinaláveis no sector bancário, existe ainda um longo caminho a percorrer e temos de nos ajustar constantemente aos novos desafios impostos pelo mercado, nomeadamente nos domínios do reforço da cibersegurança e regulamentação interna e internacional. Por isso, na componente do mercado, deve-se continuar a aperfeiçoar os modelos de avaliação de risco, de governação e de negócio, tendo em vista tornar o sistema bancário mais competitivo e dinâmico, assumindo o seu papel como principal financiador da economia, em particular das pequenas e médias empresas, num contexto em que o mercado de capitais no nosso país ainda é incipiente (a capitalização bolsista em percentagem do PIB é de 11.3%).

Por outro lado, o BM encorajou o sistema bancário, no âmbito dos esforços empreendidos para a implementação da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira 2016-2022, a continuar a dinamizar a diversificação dos produtos e serviços financeiros, sobretudo com recurso às tecnologias financeiras, com vista à massificação do acesso, utilização dos serviços financeiros e redução dos custos de transacção, deste modo melhorando os níveis de inclusão financeira.

Na componente da cibersegurança, apontou o desafio de se minimizar os riscos cibernéticos através da implementação, nas nossas instituições, de infra-estruturas tecnológicas mais seguras e que confiram maior fiabilidade, segurança e credibilidade às operações financeiras a nível doméstico e internacional.

Relativamente ao quadro regulatório, o sistema bancário é chamado a continuar a implementar a legislação de forma rigorosa, para assegurar maior robustez do sistema financeiro e transparência nas operações bancárias. A implementação de acções de prevenção e combate enérgico ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo deve ser permanente, com vista a minimizar este fenómeno, que pode pôr em causa a credibilidade do nosso sistema financeiro.

Para se assegurar a melhoria contínua da informação sobre as pesquisas do sector bancário e outros ramos de actividade económica, o BM sublinhou que é necessário o envolvimento de todo o sector bancário na consolidação do mapeamento geoespacial (GIS) em curso.

Economia nacional em baixo, mas com sinais de recuperação

No acto de lançamento dos resultados da pesquisa, o BM reconheceu a economia regista um crescimento do PIB real abaixo do seu potencial, tendo crescido em cerca de 2.3% nobmnovoedificio segundo trimestre do corrente ano, menos 20 pontos base em relação ao trimestre anterior.

A expectativa é que esta tendência se venha a inverter a partir de 2020, ano em que as nossas perspectivas apontam para uma maior recuperação da actividade económica, que será sustentada pelas acções de reconstrução pós-ciclones, pela dinâmica da agricultura, pela regularização do pagamento das dívidas aos fornecedores de bens e serviços ao Estado, bem como pelo impulso do investimento no sector do petróleo e gás.

O Metical, vis-à-vis o Dólar norte-americano e o Rand, regista relativa estabilidade e a inflação anual mantém-se baixa, tendo-se situado em torno de 2% em Outubro de 2019, contra cerca de 5% registado em igual período do ano passado.

As reservas internacionais brutas do país situam-se em níveis confortáveis, o que assegura a cobertura de cerca de 7 meses de importações, excluindo grandes projectos, e permite que possamos amortecer eventuais choques internos e externos.

Perante este cenário macroeconómico e a contínua melhoria das perspectivas de inflação, ponderados os riscos, desde o início do ano, reduzimos de forma cumulativa a nossa taxa de juro de política (a MIMO) em 150 pontos base, para os actuais 12.75%.

É neste contexto que se assiste a uma inversão da tendência do crédito à economia, que passou de uma variação acumulada negativa de cerca de 3%, em 2018, para uma variação positiva ao redor dos 4%, até Setembro do corrente ano.

Antevê-se que o ritmo de expansão do crédito à economia irá acelerar, tendo em conta os vários projectos estruturantes do nosso país, num contexto em que se vislumbram novas oportunidades de negócio, com a implementação dos projectos de gás natural liquefeito na Bacia do Rovuma.

Apesar dos desafios: Em 2018 bancos comerciais registaram crescimento sustentável

comichepesq2019.jpgApesar dos desafios existentes, a banca doméstica continua a evidenciar um crescimento sustentável em termos de rendibilidade, robustez de balanço, e capitalização bancária, tendo o rácio de solvabilidade (médio do sistema) alcançado 26% em 2018, face a 21% no ano anterior.

Estes dados foram apresentados no dia 26 de Novembro corrente, pelo Presidente da Direcção da Associação Moçambicana de Bancos (AMB), Teotónio Comiche durante a cerimónia de lançamento da Pesquisa do Sector Bancário referente ao período de 2018.

Para AMB, estes dados reportam um quadro saudável da indústria de serviços financeiros, em linha com as boas práticas de gestão profissional de risco, instituídas pela entidade de supervisão bancária.

Porém, para a pesquisa conjunta efectuada pela KPMG e AMB, em 2018, nem tudo foi um mar de rosas, pois a qualidade da carteira de crédito, avaliada pela proporção de crédito vencido há mais de 30 dias em função do crédito total, registou alguma deterioração, não obstante, a política de crédito conservadora, com enfoque na selectividade, através de identificação dos segmentos de maior risco e monitorização dos processos de controlo do risco de crédito e das iniciativas encetadas pelas Instituições de crédito, no sentido de reduzir o montante de crédito em incumprimento.

Os resultados alcançados em 2018, permitem consolidar uma adequada performance e solidez dos bancos, cujos indicadores agregados teremos oportunidade de apreciar, de forma sucinta, na apresentação da KPMG.

Por outro lado, Teotónio Comiche disse que os Bancos estão comprometidos com o desenvolvimento de Moçambique e têm estado a reforçar o compromisso de estender a sua presença a todos os distritos do país, trabalhando activamente na dinamização da inclusão financeira e bancarização da economia através da expansão de serviços financeiros com amplitude nacional.

Neste âmbito, tem contribuído positivamente o programa “Um Distrito, Um Banco”, iniciativa promovida pelo Governo de Moçambique, através do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável, com o objectivo de maximizar o acesso dos serviços financeiros às zonas rurais, dotando todos Distritos do País com pelo menos uma agência bancária.

A dimensão dos projectos de capital intensivo no sector de gás natural, energia, mineração, infra-estruturas, transporte e logística, vão potenciar a geração de novas oportunidades de negócio e investimento para o tecido empresarial, maioritariamente composto por pequenas e médias empresas, que constituem o motor de crescimento da economia dada a sua contribuição na geração de riqueza, criação de emprego, alargamento da base tributária, inovação tecnológica, etc.

Ciente desta preocupação, o sector bancário, tem vindo a desenvolver as suas aptidões para uma maior capacidade de resposta aos desafios actuais e futuros, com particular realcepesquisa2019.jpg no âmbito do desenvolvimento do conteúdo local (relação entre megaprojectos e cadeias de valor).

A indústria bancária em Moçambique tem registado uma evolução significativa nos últimos tempos, a arte de fazer banca mudou face aos desafios da conjuntura do mercado, do quadro regulatório e da inovação tecnológica, entre outros. O novo paradigma conduziu a alterações nos modelos de governação, na estratégia de negócios, na formulação de políticas internas, na gestão profissional do risco das instituições financeiras.

Avaliando a conjuntura, Pesquisa Bancária 2018 reporta a situação financeira dos Bancos, num ano, em que se observou sinais de recuperação na conjuntura económica, com destaque para o abrandamento da inflação, redução gradual das taxas de juro e estabilização do mercado cambial.

Para os pesquisadores foi um ano, notavelmente, desafiante para o sector, cujo panorama económico-financeiro traduziu-se num novo paradigma que levou os bancos a reorientarem suas estratégias e modelos de negócio, de modo assegurar maior competitividade em termos de: Eficiência e qualidade de serviços prestados; modernização das transacções bancárias domésticas e internacionais; transformação digital; aposta na qualificação do capital humano; expansão da rede bancária e maior transparência na comunicação com o público.

O lançamento da Pesquisa Bancária 2018 contou com a presença do Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, do Vice-Governador do Banco de Moçambique, Victor Gomes, representantes dos bancos membros Associados da AMB e da KPMG.

AMB apresenta a pesquisa em www.amb.co.mz/pesquisa do sector bancário.

Benjamim Chabualo

Assessoria de Comunicação e Imagem da AMB

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